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Avaliação da atividade antidengue de produtos derivados de espécies nativas do Brasil: Baccharis dracunculifolia, Dalbergia ecastophyllum e Agaricus subrufescens (=Agaricus brasiliensis)

Processo: 14/17007-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Francielle Tramontini Gomes de Sousa
Beneficiário:Larissa Vieira Bio
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Virologia   Baccharis dracunculifolia   Polissacarídeos

Resumo

A dengue é uma doença infecciosa que causa a morte anual de mais de 22 mil pessoas no mundo. Até o momento, não há vacina ou medicamento específico para tratar este importante problema de saúde pública. A Baccharis dracunculifolia é a principal fonte botânica da própolis verde e apresenta importantes funções farmacológicas já demonstradas, incluindo a ação antiviral. A planta da espécie Dalbergia ecastophyllum origina a própolis vermelha, com propriedades biológicas ainda insuficientemente estudadas e uma composição química diferente da própolis verde. O Agaricus brasiliensis é um fungo basidiomiceto nativo no Brasil bastante consumido e estudado devido às suas propriedades terapêuticas, sendo a maioria delas relacionada ao seu conteúdo polissacarídico, em especial as (1,6)-(1,3)-beta-D-glicanas. Dada a importância dos produtos naturais como fonte de moléculas utilizadas na pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos e a vasta biodiversidade brasileira disponível, o presente trabalho tem como objetivo avaliar a atividade antidengue de extratos etanólicos das plantas Baccharis dracunculifolia e Dalbergia ecastophyllum, bem como da (1,6)-(1,3)-beta-D-glicana isolada do fungo Agaricus brasiliensis. Serão realizados ensaios de citotoxicidade in vitro através do método do MTT. A atividade antidengue (DENV-2, cepa Americano/Asiático) será primeiramente avaliada em etapas pré- e pós-infectivas pelo do ensaio de redução da formação de placas de lise. As amostras que apresentarem atividade promissora nesta triagem serão selecionadas para estudos de mecanismo de ação através de diferentes estratégias metodológicas. Além disso, as diferentes amostras também serão avaliadas quanto ao seu potencial no tratamento do extravasamento plasmático causado pela dengue, em um sistema in vitro de cocultura de monócitos e células endoteliais disponível no laboratório de Virologia do Instituto de Medicina Tropical. Os dados obtidos contribuirão para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para a prevenção e/ou tratamento da dengue, favorecendo a utilização sustentável de espécies nativas e o fortalecimento da pesquisa aplicada em parceria com diferentes Universidades, contribuindo assim para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.