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Estudo da densidade neuronal e glial do córtex pré-frontal de ratos submetidos a separação materna e enriquecimento ambiental

Processo: 14/16077-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 04 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Jorge Eduardo Moreira
Beneficiário:Ana Beatriz Souza Nakayama
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Neurociências   Neuroglia   Córtex pré-frontal   Apoptose   Ratos   Privação materna   Enriquecimento ambiental

Resumo

Eventos estressantes na infância promovem alterações comportamentais e encefálicas que persistem durante a vida. A separação materna é um dos modelos animais mais utilizados para o estudo de efeitos promovidos pelo estresse neonatal e de diversos transtornos, como depressão e esquizofrenia. O volume do córtex pré-frontal e do hipocampo encontram-se reduzidos em diversos transtornos psiquiátricos. Redução no número de neurônios granulares do giro denteado do hipocampo de animais submetidos à separação materna foi observada em diversos estudos, mas não há dados sobre o número de neurônios no córtex pré-frontal desses animais. Estudos do nosso laboratório mostram redução da área imunopositiva para doublecortina, proteína marcadora de neuroblastos, no hipocampo de animais submetidos a separação materna. A redução do volume do córtex pré-frontal e do hipocampo observada em indivíduos esquizofrênicos ou cronicamente deprimidos pode ser em parte, decorrente de uma maior apoptose. Como o córtex pré-frontal não é considerado uma região neurogênica em indivíduos adultos, uma possível diminuição no volume do córtex pré-frontal em animais submetidos a separação materna poderia causada pela redução no número de neurônios e/ou células gliais nessa região, devida possivelmente ao aumento da apoptose. Por outro lado, o enriquecimento ambiental promove alterações opostas às causadas por este modelo de estresse neonatal, o que nos motiva a estudar se as alterações promovidas pelo estresse neonatal, podem ser revertidas ou atenuadas pelo enriquecimento do ambiente. (AU)