| Processo: | 14/17651-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2019 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo |
| Beneficiário: | Milene Nóbrega de Oliveira Moritz |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 13/00798-2 - A matriz extracelular no envelhecimento, no exercício e no microambiente tumoral, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 17/23094-1 - O papel da integrina ±2²1 na metástase óssea em câncer de mama, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Integrinas Matriz extracelular Microambiente tumoral Metástase |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alternagina-C | integrinas | matriz extracelular | Metastase óssea | microambiente tumoral | Tumor Mamário | Biologia molecular do câncer |
Resumo A habilidade das células aderirem umas às outras e à matriz extracelular é de essencial importância para a distribuição celular no organismo e a formação dos tecidos e órgãos. Entre as diferentes classes de moléculas de adesão, as integrinas destacam-se por atuarem como moléculas sinalizadoras de sinais mecânicos. Além dessas moléculas de adesão estarem envolvidas em funções celulares normais, também participam de processos patológicos como a migração de células de defesa do sangue para os tecidos em respostas inflamatórias e a liberação de células metastáticas do tumor primário e fixação aos órgãos secundários. Um dos tumores mais comuns em mulheres é o de mama que se caracteriza pela frequente metástase esquelética. Uma possibilidade que poderia explicar a seletividade ao osso é que as células tumorais expressam moléculas de superfície que facilitam a sua adesão às proteínas presentes na matriz extracelular do osso, principalmente ao colágeno. Estudos recentes têm demonstrado uma relação entre a integrina alfa2beta1, um receptor de colágeno, e o desenvolvimento de metástases. Neste contexto, compreender os mecanismos pelos quais essa integrina promove o tumor pode proporcionar um importante alvo para intervenções farmacológicas para a prevenção de metástases. Estudos anteriores mostraram que a desintegrina alternagina-C (ALT-C) inibiu a adesão celular ao colágeno tipo I em várias linhagens celulares tumorais e não tumorais pela interação com a integrina alfa2beta1. Essa desintegrina também modulou a expressão de genes relacionados à angiogênese, desintegração da matriz extracelular e metástase, sendo, entretanto, necessários mais estudos para a melhor elucidação do seu mecanismo molecular de ação. Dessa forma, propõe-se investigar o papel da integrina alfa2beta1 como alvo na inibição da progressão tumoral mamária utilizando-se o silenciamento da subunidade alfa2 e a ALT-C, um inibidor competitivo da integrina alfa2beta1, A hipótese principal deste estudo é que a integrina alfa2beta1 seja relevante para o desenvolvimento de metástases ósseas e que a sua interação com a matriz extracelular do osso auxilia na promoção da metástase. Para investigar esta hipótese serão realizados ensaios de adesão (estática e sob fluxo) ao colágeno I e à matriz produzida por osteoblastos e migração celular de células tumorais e não tumorais de mama (MDA-MB-231 e MCF10A), silenciadas ou inibidas, simulando a interação entre a integrina alfa2beta1 e o colágeno. Será avaliada a expressão gênica por array focado na plataforma PCR em tempo real, a expressão proteica por western blotting e a atividade enzimática por zimografia. (AU) | |
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