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Estudo da relação entre o nível de antioxidantes plasmáticos e a espessura da camada média-intimal da carótida comum no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil)

Processo: 14/10161-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2014
Vigência (Término): 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Flavia Carla Meotti
Beneficiário:Marli Stela Santana Maciel
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/18106-4 - Oxidação do ácido úrico pela enzima mieloperoxidase em processos inflamatórios e as implicações sobre o sistema cardiovascular, AP.JP
Assunto(s):beta Caroteno   Alantoína   Vitamina A

Resumo

A aterosclerose é uma doença de evolução crônica e inflamatória, caracterizada por elevado estresse oxidativo no ambiente vascular. Seu diagnóstico pode ser realizado através da medida da espessura média-intimal das carótidas, por ultra-sonografia. Sabe-se ainda que a hiperuricemia encontra-se ligada à progressão das doenças cardiovasculares (DCV). Porém, as DCV estão normalmente associadas a uma série de outros fatores e desta forma, a real influência do ácido úrico permanece pouco esclarecida. Estudos realizados em nosso grupo de pesquisa mostram que, em ambientes inflamatórios, o ácido úrico pode sofrer oxidação gerando um composto altamente oxidante, o hidroperóxido de urato e por fim, decompor-se a alantoína. A produção destes intermediários oxidantes leva ao desequilíbrio no balanço redox, à oxidação de proteínas envolvidas na ativação de células inflamatórias e a liberação de citocinas pró-inflamatórias. Desta forma, uma investigação clínica ampla, que correlacione não somente os níveis de ácido úrico, mas também o seu metabolismo será muito útil no entendimento dos mecanismos bioquímicos envolvidos na progressão da DCV. Assim, esse estudo investigará os níveis de ácido úrico, seu precursor xantina, seu metabólito alantoína e as enzimas envolvidas no metabolismo oxidativo do ácido úrico, mieloperoxidase e xantina oxidase, em plasma de pacientes com engrossamento da camada média-intimal da carótida. Além disso, outros antioxidantes serão investigados, a vitamina A (retinol) seu precursor beta-caroteno e seu metabólito oxidado, o ácido retinóico. A justificativa para análise simultânea da vitamina A e seus derivados deve-se à relação positiva entre este antioxidante e o ácido úrico em distúrbios vasculares, além de uma provável influência direta da vitamina A sobre o metabolismo do ácido úrico. A execução do presente projeto só será possível pela parceria entre nosso grupo de pesquisa e o programa ELSA Brasil (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto), uma investigação multicêntrica de coorte, dirigida pelo Prof. Paulo Lotufo, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP, que triou 15.105 participantes para avaliar o risco cardiovascular. O propósito do ELSA é investigar a incidência e os fatores de risco para doenças crônicas, especialmente as cardiovasculares e o diabetes. A partir da execução do presente projeto, espera-se rotular substâncias que possam ser informativas durante o desenvolvimento das DCV e auxiliar de forma efetiva nos prognósticos, além de preencher as lacunas de informação existentes a respeito dos mecanismos moleculares envolvidos no desenvolvimento da DCV. (AU)