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Análise proteômica cérvico-vaginal na vaginose bacteriana: associação com a composição bacteriana e resposta ao tratamento com metronidazol

Processo: 14/22463-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 16 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 15 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Márcia Guimarães da Silva
Beneficiário:Camila Marconi
Supervisor no Exterior: Valerie C. Wasinger
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of New South Wales (UNSW), Austrália  
Vinculado à bolsa:12/10403-2 - Caracterização do microbioma vaginal de mulheres brasileiras em idade reprodutiva, BP.PD
Assunto(s):Metronidazol   Cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas   Microbiota   Proteoma   Vaginose bacteriana

Resumo

A microbiota vaginal normal é definida pela prevalência de Lactobacillus spp. em relação às demais espécies bacterianas que podem colonizar esse ambiente. Estudos recentes tem demonstrado importante evidencias em relação à estreita associação entre a composição bacteriana da microbiota vaginal e a resposta imune do hospedeiro. Além disso, alterações nos níveis dos mediadores inflamatórios provocados por uma microbiota vaginal anormal tem sido considerados um dos mecanismos pelos quais mulheres com diminuição ou depleção dos lactobacilos locais apresentam risco aumentado para a aquisição de muitas infecções sexualmente transmissíveis, dentre as quais o vírus da vírus da imunodeficiência humana (HIV). A vaginose bacteriana é o tipo mais comum de microbiota vaginal anormal, no entanto seu tratamento ainda é desafiador na prática médica. Embora o tratamento recomendado para a vaginose bacteriana consista na administração de metronidazol oral por um período de 7 dias, uma taxa de 40.0% de falha terapêutica é observada em um mês após a finalização do tratamento. Apesar dos esforços atuais, a literatura ainda é escassa no que diz respeito à caracterização proteômica cérvico-vaginal e à composição exata do microbioma vaginal. Tais aspectos relacionados ao ambiente vaginal devem ser elucidados para determinar a relação entre hospedeiro e microbiota, além de quais os mecanismos estão implicados na dificuldade de reestabelecimento da microbiota lactobacilar após o tratamento da vaginose bacteriana. Este estudo transversal tem como objetivo avaliar a associação entre o proteoma cérvico-vaginal e o tipo de comunidade bacteriana encontrada e também com a cura ou persistência da vaginose bacteriana após o tratamento com metronidazol. De 200 mulheres em idade reprodutiva e não-gestantes, que foram incluídas num projeto mais abrangente intitulado "Caracterização do microbioma vaginal de mulheres em idade reprodutiva", um total de 40 amostras cérvico-vaginal de mulheres com microbiota normal e 40 de mulheres com vaginose bacteriana identificada serão submetidas a análises proteomicas e de microbioma. Mulheres con vaginose bacteriana serão tratadas com metronidazole por 7 dias e re-avaliadas após 6 semanas do fim do tratamento. Amostras cérvico-vaginal serão obtidas em ambas as visitas. A classificação microscópica da microbiota vaginal em normal, intermediária e vaginose bacteriana será realizada segundo critérios de Nugent. As comunidades bacterianas vaginais serão identificadas utilizando o sequenciamento das regiões V3-V-4 do gene bacteriana RNAr 16S. O proteoma cérvico-vaginal será determinado por LC-MS/MS (Orbitrap XL mass) com etapa anterior de fracionamento MD10 que permite o aumento da cobertura proteômica, já que detecta peptídeos e proteínas em menor abundância. Os resultados da análise proteômica serão processados utilizando as ferramentas de proteômica adequadas. Os perfis proteômicos cérvico-vaginais serão descritos e comparados entre as diferentes comunidades bacterianas e entre os casos de sucesso e falha terapêutica utilizando os testes estatísticos apropriados e disponíveis na plataforma MetaCoreTM (version 6.8, St Joseph, MI). (AU)