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Tecnocracia, tecnologia e democratização

Processo: 14/21912-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 17 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Pesquisador responsável:Pablo Rubén Mariconda
Beneficiário:Cristiano Cordeiro Cruz
Supervisor no Exterior: Andrew Lewis Feenberg
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Simon Fraser University, Canadá  
Vinculado à bolsa:13/18757-0 - Tecnologia, ciência e democracia, BP.DR

Resumo

É incontestável a disseminação da tecnologia em praticamente todos os âmbitos de nossas vidas, bem como o nosso grau de dependência com relação a ela e a sua influência na estruturação e significação que damos às nossas existências. Além disso, sua disseminação provocou e segue provocando sérios desequilíbrios no mundo natural, vários dos quais irremediáveis. Assim, tendo em vista a ampliação de nosso entendimento a seu respeito - tarefa que se mostra de importância capital, dado este contexto -, propomos uma análise da tecnologia a partir de três perspectivas distintas, ainda que complementares e interdependentes: a ontológica, a epistemológica e a ético-política. Analisaremos a hipótese de ela ser ontologicamente ambivalente, encerrando uma natureza valorativa plástica, que poderia incorporar, promover e/ou estar a serviço de distintos valores sociais. Neste cenário, toda implementação técnica traria sempre consigo a questão acerca de sua legitimidade para o grupo que a demanda e/ou no qual ela será introduzida (com respeito à perspectiva de valores específica deste grupo). No nível do desenvolvimento técnico, a legitimidade apontaria para questões de ordem epistemológica, que têm a ver com o conhecimento necessário para a efetiva implementação das soluções tecnológicas que melhor encarnem os valores sociais que se querem preservar ou promover. No nível da nossa incidência sobre o desenvolvimento técnico e do momento da escolha da alternativa mais adequada para o grupo, a legitimidade aponta para aspectos de ordem ético-política, relativos aos limites da democracia e do controle que a sociedade pode efetivamente exercer sobre o seu próprio desenvolvimento. Dessa maneira, ao buscar analisar a tecnologia segundo esses três olhares, esta pesquisa pretende não apenas ajudar-nos a compreender melhor a natureza de seu objeto de estudo, como capacitar-nos a incidirmos de forma mais fundamentada e eventualmente mais efetiva no espaço público da busca por sua democratização. (AU)