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A presença de Danilo Di Prete no Brasil, anos 1940-1970

Processo: 14/17011-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2014
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Artes Plásticas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Ana Gonçalves Magalhães
Beneficiário:Renata Dias Ferraretto Moura Rocco
Instituição-sede: Museu de Arte Contemporânea (MAC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):História da arte   Arte moderna   Bienais de arte

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo o estudo da influência do artista italiano Danilo Di Prete (Pisa, 1911 - São Paulo, 1985) no meio artístico brasileiro a partir de 1946, quando vem morar em São Paulo, até os anos 1970. No período precedente em que esteve na Itália e começou sua atividade artística como autodidata, viveu sob o regime fascista e o sistema das artes por ele implantado, o qual abarcou exposições de arte como a Quadrienal de Roma. Esse tipo de experiência Di Prete trouxe ao Brasil, e, segundo o próprio afirma, foi com base nela que sugeriu a Francisco Matarazzo Sobrinho a criação da Bienal de São Paulo nos moldes da Bienal de Veneza. Há controvérsias sobre a paternidade desta ideia, mas há um registro (em Fita cassete em posse da filha Giuliana Di Prete Campari) com o depoimento do artista reforçando isso. Di Prete foi o ganhador do prêmio de primeiro lugar de pintura brasileira justamente na I Bienal de São Paulo, o que gerou um debate enorme tanto em função de sua origem italiana (ele estava morando no Brasil apenas há 5 anos) bem como do tipo de solução plástica empregada em sua obra premiada "Limões", a qual trazia uma recuperação do cubismo francês só que reinterpretada à moda italiana, um tipo de linguagem bastante disseminada no ambiente italiano desde o início dos anos 1940. O legado de Di Prete foi importante no meio artístico brasileiro e até o momento não conta com um estudo acadêmico que aborde tanto sua produção artística, quanto seu papel de agente cultural no intercâmbio Itália-Brasil. Sendo assim, esta pesquisa pretende ser uma contribuição bastante significativa para a historiografia de arte brasileira. (AU)