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Caracterização fenotípica e molecular de Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) típica e atípica isoladas de casos esporádicos e surtos de diarreia no Brasil

Processo: 14/17286-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Rodrigo Tavanelli Hernandes
Beneficiário:Bruna Cardoso dos Santos
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Microbiologia médica   Aderência bacteriana   Escherichia coli   Diarreia   Fatores de virulência   Técnicas e procedimentos diagnósticos

Resumo

Escherichia coli enteroagregativa (EAEC), um dos seis patotipos de E. coli diarreiogênica (ECD), é definido pela expressão do padrão de adesão agregativo (AA) em células epiteliais cultivadas in vitro. A presença ou ausência do gene aggR, localizado no plasmídio de virulência de EAEC, divide as EAEC em típicas ou atípicas, respectivamente. Embora EAEC tenha sido inicialmente descrita como causa de diarréia aguda, sua associação epidemiológica com essa patologia é ainda bastante controversa. Por outro lado, em países em desenvolvimento, o patotipo EAEC também tem sido implicado como causa de diarreia persistente. Vários potenciais fatores de virulência já foram descritos em EAEC, no entanto a patogênese da diarreia causada por esse patotipo de ECD ainda não foi totalmente esclarecida. Muitos dos principais fatores de virulência associados com o patotipo EAEC são codificados por genes localizados em plasmídios de virulência, e a detecção de alguns desses genes tem sido utilizados rotineiramente no diagnóstico desse patotipo. Recente estudos identificaram uma ilha de patogenicidade (PAI) inserida próximo ao locus que codifica tRNA para fenilalanina (pheU) no cromossomo da amostra protótipo de EAEC 042. Essa PAI apresenta 117 kb e codifica um sistema de secreção do tipo VI através do operon aai. O principal objetivo do presente estudo compreende caracterizar EAEC isoladas entre 2010 e 2013, de casos esporádicos e surtos de diarreia no Brasil, quanto ao seu potencial de aderência as células epiteliais (HeLa), presença de marcadores de patogenicidade associados ao patotipo EAEC (adesinas fimbriais, toxinas e a proteínas dispersiva), bem como avaliar a presença de genes do operon aai, e discutir a aplicabilidade de marcadores cromossomais na identificação de EAEC típica e atípica isoladas no nosso meio. (AU)