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Avaliação dos padrões de desinsuflação pulmonar com tomografia de impedância elétrica após a aplicação broncoscópica de válvulas unidirecionais em porcos

Processo: 14/17747-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2014
Vigência (Término): 30 de novembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Paulo Francisco Guerreiro Cardoso
Beneficiário:Christopher Kengo Nagao
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Enfisema   Tomografia de impedância elétrica   Broncoscopia   Pulmão   Cirurgia torácica

Resumo

O enfisema pulmonar caracteriza-se pela destruição parenquimatosa progressiva que resulta em uma redução da retração elástica e hiperinsuflação dinâmica levando à dispnéia e redução da capacidade de exercício. Dentre as modalidades de tratamento endoscópico propostas para o enfisema pulmonar, a redução volumétrica com válvulas unidirecionais de instalação endobrônquica por broncoscpopia flexível tem sido a mais utilizada clínicamente. Uma vez instaladas, as válvulas unidirecionais promovem desinsuflação progressiva que resulta emreconfiguração diafragmática, melhora funcional pulmonar, da capacidade de exercício e da qualidade de vida. Os melhores resultados clínicos obtidos com estes dispositivos relacionam-se à presença de parca ventilação colateral no lobo tratado, à alta heterogeneidade na distribuição do enfisema entre lobos e à presença de atelectasia lobar após a instalação dos dispositivos. A despeito da experiência acumulada com este modelo de válvula unidirecional(EBV-Zephyr, Pulmonx, Redwood City-CA, EUA), permanecem controvérsias quanto a seleção adequada de pacientes, quanto aos critérios de resposta funcional, bem como os melhores métodos de avaliação pré e pós-tratamento e os fatores preditores dos resultados. Nenhum dos métodos de avaliação utilizados nos protocolos clínicos tem se mostrado capaz de fornecer dados fidedignos sobre a desinsuflação pulmonar no momento da realização do procedimento. Isto pode ser particularmente importante na escolha do local de instalação dos dispositivos, na detecção precoce do pneumotórax e na confirmação dos achados providos pelamensuração da ventilação colateral. A possibilidade de utilizar-se algum método de imagem não invasivo, que possa ser realizado à beira do leito ao mesmo tempo que forneça parâmetros de desinsuflação em tempo real, poderão tornar o procedimento mais seguro e eficaz. Neste contexto, a tomografia de impedância elétrica (TIE) parece ser o método capaz de preencher tais quesitos. Estas características fazem da TIE um recurso potencialmente aplicável e útil na avaliação per e pós-tratamento endoscópico do enfisema heterogêneo com válvulas unidirecionais. Não obstante, não há estudos que avaliem quantitativamente a desinsuflação promovida pelo dispositivo utilizando a TIE. Portanto,torna-se necessária a criação de um modelo experimental no qual se possa caracterizar o padrão de desinsuflação, sendo capaz de fornecer subsídio para a utilização clínica futura da TIE como método de mensuração da desinsuflação após a instalação de válvulas unidirecionais em pacientes enfisematosos. Os suínos são conhecidos por não possuírem ventilação colateral significativa e mensurável entreos lobos, fato este que os torna o modelo ideal para a mensuração do padrão de desinsuflação na unidade detempo. Os resultados de estudos preliminares demonstraram que este modelo experimental é capaz de fornecer dados para que se interprete de forma sistemática o comportamento da desinsuflação pulmonar com o auxílio da TIE após a instalação endobrônquica de válvulas unidirecionais. Assim sendo, o objetivo principal do estudo aqui proposto é o de testar-se a TIE como método de avaliação da desinsuflação pulmonar com válvulas unidirecionaisem porcos sob ventilação mecânica. Serão avaliados: (1) a correlação entre a medida de desinsuflação pulmonar obtida por oclusão lobar seletiva com catéter-balão munido de transdutor e medida de desinsuflação pela TIE; (2)a correlação entre a desinsuflação lobar seletiva com válvulas unidirecionais e a quantificação da desinsuflaçãomensurada pela TIE; (3) se a desinsuflação quantificada pela medida dos fluxos/pressões e pela TIE se alteram com a fração de oxigênio inalado.