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Análise funcional da ciclofilina CsCyp na transcrição de genes de citros ativados por efetores "tal" de Xanthomonas citri

Processo: 14/19623-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2014
Vigência (Término): 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Celso Eduardo Benedetti
Beneficiário:Paula Rodrigues Oblessuc
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/20468-1 - Modelos biológicos de interação planta-patógeno para o entendimento de mecanismos de patogenicidade e adaptação de fitobactérias, respostas de defesa e desenvolvimento de doença em citros, AP.TEM
Assunto(s):Xanthomonas citri   Biologia molecular

Resumo

O Cancro Cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri, afeta a maioria das variedades comerciais de citros, e nos últimos anos sua incidência tem aumentando significativamente nas principais regiões citrícolas do país. Com o objetivo de entender como X. citri induz crescimento e expansão celular em citros, características das lesões do cancro, nosso grupo identificou várias proteínas de Citrus sinensis que interagem com a proteína efetora PthA, principal fator de patogenicidade de X. citri. PthAs pertencem a família dos efetores TAL (Transcription activator-like), que se ligam a sequências promotoras específicas ativando a transcrição de genes alvo na planta. Entre as proteínas de citros interatoras de PthAs, identificamos a ciclofilina (prolil-isomerase) CsCyp, CsSUMO (small ubiquitin-related modifier) e o domínio C-terminal da RNA Polimerase II (CTD). Além disso, através de análises de expressão gênica e identificação in silico de regiões promotoras de citros contendo sítios de ligação de PthAs, identificamos potenciais genes alvos de PthAs, incluindo o Lateral Organ Boundary 1 (CsLOB1). Verificamos ainda que PthA2 inibiu a atividade prolil-isomerase de CsCyp e que plantas de citros com níveis reduzidos de CsCyp foram mais susceptíveis a X. citri. Considerando que CsCyp também interagiu com o CTD de citros e complementou os mutantes deficientes nas prolil-isomerases Cpr1 e Ess1, as quais isomerizam resíduos de prolina do CTD e controlam elongação e término da transcrição em levedura, levantamos a hipótese de que PthAs ativam a transcricão de genes alvos modulando a atividade do CTD via interação com CsCyp. Assim, os objetivos dessa proposta incluem: (1) confirmar a interação direta de PthAs com região promotora de genes alvo, em especial CsLOB1; (2) avaliar a expressão de genes alvos de PthAs em linhagens transgênicas de laranja com níveis alterados de CsCyp por superexpressão e RNAi; (3) verificar se CsCyp interage com a cromatina na região promotora, codificadora e/ou terminadora de genes alvo de PthAs; (4) avaliar se a fosforilação das serinas 2 e 5 das repetições do CTD de citros afeta a interação com CsCyp e (5) verificar se CsCyp está sumoilada durante o desenvolvimento das lesões do cancro. Acreditamos que este trabalho permitirá uma melhor compreensão do papel de CsCyp no controle da transcrição medida por PthAs. (AU)