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O lirismo amoroso e o fazer poético em Mário de Andrade

Processo: 13/25992-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2014
Vigência (Término): 10 de julho de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Therezinha Apparecida Porto Ancona Lopez
Beneficiário:Cristiane Rodrigues de Souza
Instituição-sede: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Poesia   Amor   Metalinguagem   Música

Resumo

Quando se percorrem as múltiplas faces do poeta arlequinal destacadas pela crítica, compreende-se que a face musical e a face amorosa da poesia de Mário de Andrade começam a ser delineadas em Pauliceia desvairada (1922) e em Losango cáqui (1926); permanecem em Clã do jabuti (1927) e ganham novos contornos em momentos da fase madura do autor, como Remate de males (1930), "Livro azul", parte de Poesias (1941), e Lira paulistana (1945, publicação póstuma no ano seguinte). Os grupos de poemas de amor da fase madura retomam a estrutura musical das danças dramáticas populares, estudadas pelo poeta-pesquisador, aproximando-se das etapas do mito da procura que marcam esses bailados, da forma como foram descritas por Northrop Frye, em Anatomia da crítica - ágon (conflito), páthos (morte), sparagmós (despedaçamento) e anagnórisis (reconhecimento) -, passos presentes também em Macunaíma, como lembra o estudo de José Miguel Wisnik, Dança dramática. Assim, os versos amorosos do poeta confundem-se com a procura da definição da face complexa e musical do país, cujos ritmos populares são absorvidos pelo poeta erudito. Além disso, os poemas de amor deixam transparecer reflexões sobre o fazer artístico, já que a busca da fusão de opostos, elemento das danças dramáticas, indica a procura da totalidade dada pela obra de arte, conforme Schiller. Aproximações entre questões de estética e o tema do amor tocam ainda a escolha do título O banquete no livro em que Mário de Andrade teórico reflete sobre a criação poética, ao mesmo tempo em que se liga ao texto de Platão. A percepção de afinidades entre a criação poética e a entrega amorosa nos versos do poeta enseja a análise detida de poemas de amor da fase madura, em contraponto ao estudo dos quatro primeiros livros modernistas. Essa análise conduz à compreensão da poética mariodeandradiana. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa::
O amor segundo Mário de Andrade