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Alterações transcricionais em células dendríticas e células t CD4+ humanas em resposta ao Paracoccidioides brasiliensis

Processo: 13/14733-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2015
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunogenética
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Angela Maria Victoriano de Campos Soares
Beneficiário:Reginaldo Keller Fernandes
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Linfócitos T   Paracoccidioides brasiliensis   Transcriptoma   Células dendríticas

Resumo

A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica que se manifesta endemicamente na maioria dos países da América Latina, cujo agente etiológico é o Paracoccidioides brasiliensis, um fungo imperfeito e dimórfico. Estudos realizados com o objetivo de caracterizar a resposta imune na PCM têm se voltado ao entendimento do papel das células apresentadoras de antígenos uma vez que a fina regulação dessa resposta deve-se, em grande parte, à interação inicial entre o fungo e as células dendríticas (DCs) que atuam como uma ponte entre a imunidade inata e a adaptativa, estabelecendo o tipo de resposta imune a ser desenvolvido. Neste contexto, em estudos prévios objetivamos avaliar se durante a interação de DCs humanas com o P. brasiliensis havia a liberação de mediadores lipídicos como as prostaglandinas e as consequências dessa liberação para as funções dessas células em resposta ao fungo. Contrariamente ao esperado, detectamos que o P. brasiliensis inibe a produção endógena de PGE2 pelas DCs. Mostramos ainda, que o PRR envolvido na interação DC:fungo é o receptor de manose, cuja ligação resultaria na transdução de sinais para a inibição da produção de PGE2. Esses resultados bastante intrigantes exigiram a continuidade dos estudos para que possamos entender as consequências da inibição da produção de prostaglandinas sobre a resposta das DCs ao fungo. Nesse sentido, hipotetizamos que a inibição da produção de prostaglandinas pelas DCs, quando do encontro com o fungo, poderia estar vinculada a imunopatogênese na paracoccidioidomicose. Essa inibição acarretaria uma diminuição na expressão da enzima indoleamine 2,3 dioxygenase (IDO) com consequente falha na indução de células T reguladoras (TReg) e indução preferencial de Th17 que durante as infecções fúngicas podem estar associadas ao desenvolvimento de uma resposta imune não protetora e destruição fúngica inefetiva, apesar do intenso infiltrado inflamatório que estaria associado a lesão tecidual. Para testar a nossa hipótese, o presente projeto foi formulado com o objetivo de analisar o perfil transcricional global das DCs em resposta ao P. brasiliensis, com especial atenção aos genes envolvidos no controle da IDO e no metabolismo do ácido araquidônico (Fosfolipase A2, COX 1 e 2). Também será avaliado o perfil transcricional de linfócitos CD4+ cocultivados com DCs sensibilizadas com o P. brasiliensis. O perfil transcricional das duas populações celulares será realizada pela técnica de RNAseq. Além dessa avaliação global, a expressão de RNAs vinculados a algumas moléculas de maior interesse será validada pela técnica de RT-qPCR. Nas DCs, serão avaliadas a expressão de RNA mensageiro (mRNA) para a IDO e para enzimas importantes para o metabolismo das prostaglandinas como a fosfolipase A2 (PLA2) e as cicloxigenases (COX-1 e COX-2). As células CD4+ serão avaliadas quanto ao seu perfil transcricional pela técnica de RNA-seq e quanto ao seu fenótipo por meio da avaliação da expressão da principal molécula de superfície CD4+ e da detecção intracitoplasmática de IFN-³, IL-4 e IL-17 por citometria de fluxo. Da mesma forma que o proposto para as DCs, a expressão de alguns RNAs, vinculados às proteínas de maior interesse serão validadas por RT-qPCR, como os RNAs codificadores dos fatores de transcrição envolvidos nas diferentes subpopulações de linfócitos T como o Tbet, Gata-3, RORgt e Foxp3. Além disso, serão avaliadas a expressão de mRNA para as citocinas IFN-g, IL-10, IL-4, IL-17 e TGF-². (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
FERNANDES, Reginaldo Keller. Alterações transcricionais em células dendríticas e células T CD4+ humanas em resposta ao Paracoccidioides brasiliensis. 2017. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Medicina..

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