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A influência da autospasia na distância inicial de fuga em opiliões

Processo: 14/14013-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de setembro de 2014
Vigência (Término): 04 de outubro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Rodrigo Hirata Willemart
Beneficiário:Rodrigo Hirata Willemart
Anfitrião: Roger Douglas Santer
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Aberystwyth University, País de Gales  
Assunto(s):Etologia   Visão   Aracnídeos

Resumo

Fugir de predadores envolve a detecção e decisão sobre quando iniciar o movimento de fuga. Duas hipóteses existentes na literatura são a de que (1) a presa deve fugir apenas quando a distância for tal que o predador oferece perigo e a de que (2) o custo de monitorar o predador também deve ser levado em conta, de maneira que a presa deve fugir antes. Dessa maneira, enquanto a primeira prevê fuga apenas quando o predador está mais próximo, a segunda prevê uma fuga precoce. Estímulos visuais controlados por computador são uma excelente ferramenta para trabalhar com tais hipóteses e ainda permitem explorar qual estímulo - modificando-se tipo de estímulo e velocidade de aproximação- causa qual reação. Opiliões são aracnídeos muito dependentes de químicos para encontrar recursos e não há nenhum trabalho experimental sobre como opiliões utilizam seu par de olhos medianos para fugir de predadores. Como algumas espécies ainda realizam autospasia de pernas, eles ainda se prestam a verificar a relação entre o número de pernas (que afeta a eficiência do deslocamento dos animais) e o comportamento de fuga. Neste trabalho exploraremos tais questões com opiliões Phalangium opilio. Primeiramente testaremos a reação dos animais frente aos diferentes tipos de estímulo e em seguida fixaremos o estímulo e compararemos o comportamento dos opiliões em 3 categorias de quantidade de pernas. De acordo com a hipótese (1) e levando-se em conta a maior habilidade locomotora de indivíduos com todas as pernas, esperaríamos que a latência para fuga fosse maior nestes animais. Já a hipótese (2) prevê que a latência para fuga não difira entre os tratamentos já que o animal deveria fugir precocemente em qualquer condição. Adicionalmente, teremos informações precisas sobre a capacidade visual de opiliões na distinção entre diferentes tipos e velocidade de aproximação de estímulos que simulam predadores. (AU)