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Avaliação do potencial farmacológico e toxicológico da fração hexânica da Agave sisalana para o desenvolvimento de uma emulsão de uso tópico com propriedade anti-inflamatória.

Processo: 14/14253-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Etnofarmacologia
Pesquisador responsável:Lucinéia dos Santos
Beneficiário:Felipe Furtado
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicidade   Anti-inflamatórios   Sisal   Saponinas

Resumo

Com os dados obtidos na literatura, é possível notar que as pesquisas desenvolvidas a respeito das ações farmacológicas do suco da Agave sisalana, resíduo líquido que resulta do processo de desfibramento de suas folhas, ainda são muito restritas, apesar de o Brasil ser o maior produtor mundial desta planta. Porém, as diminutas pesquisas realizadas até o atual momento revelam que o suco do sisal é rico em saponinas esteroidais, um metabólito secundário que possuiu diferentes ações farmacológicas. Inclusive um estudo desenvolvido em nosso laboratório, e ainda não publicado, evidencia a atividade anti-inflamatória aguda do extrato resultante da hidrólise ácida do suco do sisal (EHA). Diante de tal panorama, este projeto tem o intuito, por meio da administração de doses repetidas, avaliar as atividades farmacológicas da fração hexânica do extrato da hidrólise ácida do sisal (FHEHA), a fim de a fim de potencializar e solidificar o efeito já observado com o EHA e garantir o desenvolvimento de uma emulsão com propriedade anti-inflamatória. Além disso, o projeto traz como escopo o tracejamento do perfil toxicológico desse extrato a fim de assegurar o seu uso. A análise da atividade anti-inflamatória do FHEHA será realizada in vivo por meio do teste do edema de pata induzido pela carragenina e pelo edema de orelha, já a atividade analgésica será verificada pelo teste da formalina. A avaliação da toxicidade aguda se dará por meio da determinação da Dose Letal Mediana (DL50) e da análise da manifestação nos animais de evidências de toxicidade, referentes ao controle motor e da consciência. Por fim, com a finalidade de constatar se as atividades farmacológicas avaliadas estão relacionadas com a presença de saponinas e sapogeninas, a presença destes metabólitos será analisada. Este projeto trata de uma cooperação entre a UNESP e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia e visa uma solução economicamente viável, técnica-científica, para o aproveitamento do suco do sisal que está sendo desperdiçado em sua maioria além de prezar por um desenvolvimento sustentável e de promoção social da região produtora do sisal, que se situa entre as mais pobres do país.