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Avaliação da eficácia e segurança "in vitro" para a fração de lignóides totais e dos marcadores iangambina e epi-iangambina oriundos da planta Ocotea duckei Vattimo

Processo: 14/26350-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia
Pesquisador responsável:Franciane Marquele de Oliveira
Beneficiário:Joana Stefani Viana Coelho
Empresa:Apis Flora Industrial e Comercial Ltda
Vinculado ao auxílio:14/50410-3 - Desenvolvimento de um medicamento de base nanotecnológica oriundo da biodiversidade brasileira para tratamento de Leshmaniose, AP.PIPE
Assunto(s):Leishmaniose   Nanotecnologia

Resumo

A leishmaniose trata-se de um grupo de doenças tropicais causada por diversas espécies de parasitas protozoários pertencentes ao gênero Leishmania. Dados da WHO mostram que a Leishmaniose usualmente atinge 350 milhões de pessoas em 88 países por todo o mundo com cerca de 1,3 milhões de novos casos anualmente (WHO, 2014). O tratamento contra a leishmaniose é baseado em antimoniais pentavalentes, principalmente em estibogluconato de sódio (Pentostam®) e N-metilglucamina antimoniato (Glucantime®), os quais são utilizados desde 1940. Em casos resistentes, outros fármacos, tais como pentamidina, anfotericina B e paromomicina foram relatados como uma segunda opção, não obstante a sua elevada toxicidade. Estes fármacos são administrados por via parenteral, em esquemas posológicos prolongados (no mínimo 20 dias), são tóxicos e nem sempre efetivos, levando a um tratamento ineficaz. Adicionalmente, relata-se a resistência das cepas, presença de outras doenças associadas e principalmente a baixa seletividade. O desenvolvimento de antiparasitário mais seletivos para leishmania constitui-se num desafio científico e tecnológico, especialmente pelo fato do antiparasitário precisar ser capaz de atingir a Leishmania dentro do fagolisossoma dos macrófagos infectados que ora podem estar na camada dérmica da pele profunda (ASILIAN et al., 2003) no caso da leishmaniose tegumentar americana ora nas células do fígado, baço na leishmaniose visceral. Diferentes estudos têm relatado as atividades farmacológicas promissoras de iangambina, uma lignana da planta Ocotea duckei Vattimo, principalmente como um composto anti-leishmaniose (MONTE-NETO et al., 2007) e antitumoral. As Nanopartículas Lipídicas Sólidas (NLS) são sistemas de liberação de fármacos, apresentando vantagens como os lipossomas e micro e nanopartículas poliméricas (BLASI et al., 2013) e é o sistema que será empregado para incorporar a fração de lignóides ou os marcadores iangambina e epi-iangambina para o tratamento da leishmaniose. A este respeito, o presente projeto propõe a avaliação da eficácia e segurança "in vitro" para a fração de lignóides e compostos obtidos da planta Ocotea duckei Vattimo sozinhos e incorporados nas NLS.