Busca avançada
Ano de início
Entree

A agricultura de base ecológica como geradora de novas ruralidades:as relações entre neorurais locais e forasteiros no âmbito da Central Associações Orgânicos Sul de Minas

Processo: 14/50709-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2014
Vigência (Término): 28 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Rural
Pesquisador responsável:Emilia Pietrafesa de Godoi
Beneficiário:Camila Guedes Codonho
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Agricultura orgânica

Resumo

O projeto de pesquisa aqui apresentado é um desdobramento das pesquisas desenvolvidas para o doutorado em ciências sociais, cuja análise centrou-se nas relações sociais estabelecidas entre neorurais locais e forasteiros (CODONHO, 2011; 2013) em torno da prática da agricultura orgânica no Sul de Minas Gerais. Estas duas categorias foram entendidas como uma tipologia social (WEBER, [1973] 2000) que serviu de base para caracterizar pessoas que optam por um novo estilo de vida no campo, sejam elas originárias das localidades rurais mas convertidas a um manejo agropecuário sustentável, sejam elas advindas de grandes centros urbanos, sem histórico na agricultura mas em busca de um ideal de vida mais harmônico, longe do stress das metrópoles (THOMAS, 1988; KAYSER, 1990; WANDERLEY, 2000; CARNEIRO, 1999; 2008). Neste contexto, as associações de produtores orgânicos ganham destaque, pois constituem-se como um locus privilegiado para as interações entre pessoas de dentro e de fora, com suas peculiaridades e possíveis contribuições, como a experiência dos locais na lida com as atividades agrícolas e o know-how dos forasteiros quanto à uma visão administrativa na gestão de negócios. Esse fato foi intensificado com a recém-formada Central de Associações Orgânicos Sul de Minas em que a interação entre os distintos atores sociais ultrapassa a alteridade no interior das próprias associações, promovendo novas alianças e conflitos, num complexo jogo que Mayer (1987) chamaria de criação de quase grupos, em que as pessoas se aliam em prol de um objetivo comum sem que necessariamente compartilhem outras esferas da vida. Esta situação empírica nos convida a repensar, portanto, se a ideia de uma nova ruralidade é de fato fundadora de uma nova categoria social ou apenas expressa relações inéditas no campo assentadas sobre contextos que se apresentam atualmente, como as questões ambientais. (AU)