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Influência da fase do dia nas adaptações cardiovasculares e no sono promovidas pelo treinamento aeróbico em hipertensos

Processo: 14/21667-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 01 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Cláudia Lúcia de Moraes Forjaz
Beneficiário:Leandro Campos de Brito
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/19090-8 - Efeito da fase o dia na vasodilatação pós-exercício realizado por massa muscular pequena, BE.EP.DR
Assunto(s):Sono   Treinamento aeróbio   Treinamento físico   Pressão sanguínea   Ritmo circadiano

Resumo

O treinamento aeróbico é recomendado para hipertensos devido ao seu efeito reduzindo a pressão arterial (PA) de forma aguda e crônica. Embora o exercício aeróbico realizado em diferentes fases do dia promova a queda da PA, o comportamento circadiano da PA sugere que a realização do exercício em horários distintos pode promover respostas diferentes. Uma única sessão de exercício aeróbico realizada ao final do dia promove maior redução da PA (valor pós - pré) do que pela manhã. Como há forte relação entre a resposta aguda e crônica da PA ao exercício aeróbico, é possível que, cronicamente, a redução da PA após o treinamento seja maior ao final do dia. Adicionalmente, diversos fatores, como a qualidade de sono e alterações hemodinâmicas, autonômicas e neuroendócrinas se associam à hipertensão arterial, e o treinamento aeróbico modifica estes fatores. Porém, o efeito da fase do dia em que o treinamento é realizado nestes fatores ainda não foi investigado. Assim, o objetivo do estudo será avaliar e comparar, em hipertensos medicados, o efeito do treinamento aeróbico realizado pela manhã (M) e ao final do dia (FD) sobre a PA e seus mecanismos hemodinâmicos, autonômicos e endócrinos, bem como sobre a qualidade do sono. Para tanto, 64 homens hipertensos medicados (30 a 60 anos) serão alocados, de maneira aleatória, em 4 grupos: treinamento pela manhã (TM), treinamento final do dia (TFD), controle manhã (CM) e controle final do dia (CFD). Os grupos T pedalarão em cicloergômetro, progredindo de 30 para 45 min e da frequência cardíaca do limiar anaeróbico para a frequência cardíaca 10% abaixo do ponto de compensação respiratória. Os grupos C realizarão sessões de alongamento por 30min. Todos os grupos treinarão por 10 sem com 3 sessões/sem. Antes e após as intervenções, os indivíduos realizarão dois testes ergoespirométricos, um pela M e outro ao FD, e será avaliada a qualidade do sono. Além disso, os indivíduos participarão de uma sessão experimental, na qual as seguintes variáveis serão avaliadas de M e ao FD: i) PA clínica e de 24h; ii) débito cardíaco, frequência cardíaca, volume sistólico e resistência vascular periférica; iii) fluxo sanguíneo e resposta vasodilatadora à hiperemia reativa; iv) modulação autonômica cardíaca, modulação autonômica vascular e sensibilidade barorreflexa; e v) concentrações plasmáticas de angiotensina 2, angiotensina 1-7 e vasopressina e urinária de melatonina. Será empregada a ANOVA de 3 fatores e o valor de Pd0,05. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Resultados de estudo poderão orientar prática de exercício físico por hipertensos 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BRITO, LEANDRO C.; FECCHIO, RAFAEL Y.; PECANHA, TIAGO; ANDRADE-LIMA, ALUISIO; HALLIWILL, JOHN R.; FORJAZ, CLAUDIA L. M. Postexercise hypotension as a clinical tool: a ``single brick'' in the wall. JOURNAL OF THE AMERICAN SOCIETY OF HYPERTENSION, v. 12, n. 12, p. E59-E64, DEC 2018. Citações Web of Science: 4.

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