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Politização da arte em Walter Benjamin: o potencial emancipatório do cinema nos filmes de Charlie Chaplin

Processo: 14/24225-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Francisco de Ambrosis Pinheiro Machado
Beneficiário:Patrícia Braz de Carvalho
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Cinema   Politização   Reprodutibilidade   Técnica cinematográfica   Análise de conteúdo   Teoria crítica   Walter Benjamin

Resumo

Esta pesquisa se situa no segundo período do pensamento filosófico de Walter Benjamin, no qual o autor desenvolve uma teoria estética materialista marcada por uma profunda relação entre arte e política. Desta relação propõe-se a análise, em um primeiro momento, dos conceitos benjaminianos de politização da arte e estetização da política, presentes no ensaio A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica, de 1936 (segunda versão), no qual o autor expõe o desaparecimento da aura em decorrência da reprodução técnica. A análise de tais conceitos se faz através da exposição das características da arte pós-aurática, com ênfase no cinema, que expressam essa transição artística e cultural e suas consequentes transformações. Delineia-se então a questão central, nesta pesquisa: como se afirmar, a partir do advento da reprodução técnica, o potencial emancipatório da arte, especificamente na técnica cinematográfica, capaz de emancipar as massas? Para tanto, analisaremos algumas cenas de filmes de Charlie Chaplin como Em busca do ouro - citado pelo filósofo em seu ensaio - e Tempos Modernos, dando ênfase para algumas características da arte pós-aurática, como: recepção e choque, montagem e mimese como jogo.