Busca avançada
Ano de início
Entree

Estabelecimento do cariótipo molecular e associações sintênicas entre tripanossomas de morcegos do clado Trypanosoma cruzi

Processo: 14/22663-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:José Franco da Silveira Filho
Beneficiário:Caroline Cortez
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/51475-3 - Biologia molecular e celular do parasitismo por Trypanosoma cruzi, AP.TEM
Assunto(s):Cariótipo   Sintenia   Morcegos   Trypanosoma cruzi   Hibridização genética   Estruturas cromossômicas   Mapeamento cromossômico

Resumo

O gênero Trypanosoma agrupa parasitas hemoflagelados geralmente transmitidos ao hospedeiro vertebrado por um artrópode hematófago. Apenas T. brucei gambiensi e T. brucei rhodesiense na África e T. cruzi e T. rangeli nas Américas infectam humanos, com exceção de T. rangeli, todos são patogênicos. O clado Schizotrypanum (T. cruzi e T. cruzi-like) inclui tripanossomas patogênicos e não patogênicos de mamíferos da América do Sul (terrestres e morcegos): T. cruzi, T. cruzi marinkellei, T. dionisii, T. conorhini, e outras espécies relacionadas ou subespécies (T. cruzi bat, T. rangeli-like). O táxon T. cruzi é formado por isolados geneticamente heterogêneos distribuídos em sete subdivisões designadas como Discrete Typing Units (DTUs), incluindo os tripanossomas isolados de morcegos brasileiros identificados como T.c. bat. T. cruzi marinkellei, prevalente em morcegos das Américas Central e do Sul, pertence ao subgênero Schizotrypanum e tem sido considerado como uma subespécie de T. cruzi. As espécies de Trypanosoma de morcego tem despertado grande interesse no plano evolutivo. Recentemente foi sugerido que T. cruzi e T. rangeli evoluíram de uma linhagem de Trypanosoma de morcego que posteriormente adaptou-se aos mamíferos terrestres. A compreensão da evolução cromossômica em T. cruzi depende a análise da organização cromossômica e associações sintênicas entre espécies do clado T. cruzi, sobretudo aquelas que parasitam morcegos. Pretendemos estudar as espécies do clado T. cruzi, uma vez que várias delas deverão ter os seus genomas sequenciados em breve. Os objetivos deste projeto são: 1. definir o cariótipo molecular por PFGE de três espécies do clado T. cruzi: T. cruzi marinkellei, T. dionisii e T. cruzi bat. O clone CL Brener de T. cruzi será usado como referência; 2. análise sintênica por hibridização com marcadores dos grupos de ligação estabelecidos no clone CL Brener com as das bandas cromossômicas separadas por PFGE; 3. mapeamento cromossômico de genes da superfamília das trans-sialidases nas bandas cromossômicas separadas por PFGE. Rearranjos de segmentos sintênicos em diferentes combinações poderiam explicar o polimorfismo cariotípico observado em diferentes espécies de Trypanosoma. Tentaremos elucidar como esses rearranjos aconteceram, e quais seriam as relações evolutivas entre tripanossomas de clado T. cruzi a partir de um ancestral comum. (AU)