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Papel dos receptores ionotrópicos dos aminoácidos glutamato e glicina na secreção de insulina estimulada pela glicose em células INS-1E

Processo: 14/25216-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Fernando Rodrigues de Moraes Abdulkader
Beneficiário:Amanda Schukarucha Gomes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Glicina   Secreção de insulina   Glutamatos

Resumo

As ilhotas pancreáticas são formadas por quatro diferentes tipos celulares que possuem sua secreção desencadeada pelo disparo de potenciais de ação. Entre eles estão as células ², secretoras de insulina, o único hormônio hipoglicemiante do organismo. Sua secreção insuficiente é uma das principais marcas do Diabetes Mellitus. As células das ilhotas podem ter sua função regulada por substâncias que agem de forma parácrina. O principal estímulo para a secreção de insulina é a glicose em altas concentrações plasmáticas, porém vários transmissores contribuem para a modulação dessa secreção, entre eles o glutamato e a glicina. O glutamato é o principal neurotransmissor excitatório do sistema nervoso central e foi sugerido que esse aminoácido aja como uma molécula sinalizadora nas ilhotas. O glutamato pode exercer ação através de seus receptores ionotrópicos, cuja expressão foi descrita nas células ² pancreáticas. Além disso, foram relatados efeitos de sua estimulação sobre a secreção de insulina, com resultados divergentes. Uma análise desses resultados nos levou a propor que esses receptores podem possuir diferentes funções em altas e baixas concentrações de glicose, existindo algum mecanismo celular que os ativaria em altas concentrações de glicose. Foram também relatados efeitos da glicina sobre a secreção de insulina, sendo este um efeito estimulatório apesar de esse aminoácido ser considerado um neurotransmissor inibitório no sistema nervoso central. Toda a maquinaria necessária para a secreção de glicina está presente nas células ± e ², indicando que esse aminoácido poderia exercer ações autócrinas e parácrinas sobre as células ². Pouco se sabe sobre a expressão do receptor ionotrópico de glicina nessas células, que só foi relatada até o momento em uma linhagem celular. No presente projeto de iniciação científica será avaliada a expressão dos receptores ionotrópicos desses dois neurotransmissores na linhagem de células ² INS-1E, além de seus diferentes efeitos na secreção de insulina em concentrações altas e baixas de glicose.