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As narratividades eróticas juvenis: "Moça, você é machista"

Processo: 14/11551-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Teoria da Comunicação
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Rosamaria Luiza de Melo Rocha
Beneficiário:Josefina de Fatima Tranquilin Silva
Instituição-sede: Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Erotismo   Jovens

Resumo

As narratividades eróticas juvenis: "Moça, Você é Machista", é titulo do projeto de pesquisa de pós-doutoramento que apresentamos ao PPGCOM-ESPM. Quando pensamos as juventudes, a comunicação, a tecnologia e as práticas de consumo - que são os cenários deste projeto de pesquisa - partimos do princípio de que as experiências individuais e coletivas se inserem em contextos culturais híbridos (CANCLINI, 1997), onde os indivíduos retiram, seletivamente e de maneira conflituosa, matrizes tradicionais advindas originalmente de seus modos de vida e, através dos produtos culturais, essas matrizes - ou traços culturais - originárias são novamente (re) apropriadas e (re) significadas. E quando buscamos elementos de investigação que nos mostrem a construção das subjetividades juvenis, encontramos a imagem do e a vocalidade (ZUNTHOR, 1987) sobre o corpo como fundamentais na composição dessas subjetividades. Ou seja, observamos um grande número de redes e interfaces nas quais os jovens, através de imagens de corpos compartilham ideias, desejos e afetos, relacionados às sexualidades e ao erotismo. Nesse sentido, podemos dizer que, a construção de subjetividades juvenis - que neste projeto é percebida através das narratividades sobre as sexualidades, construídas a partir das praticas culturais e do consumo - se faz na fronteira entre cultura de massa e cultura midiática e entre os espaços de virtualidades e de presencialidade. Portanto é nesse limiar que se estabelecem os objetivos principais deste projeto: Descobrir quais elementos, advindos de matrizes pertencentes às culturas de massas, estão presentes nas narratividades juvenis sobre sexualidades; como esses elementos são (re) apropriados e (re) significados pelos jovens no contexto das culturas midiáticas e, por fim, se esses sujeitos conseguem, através dessas narratividades, refazer e reforçar vínculos. Tendo como base essas referências elegemos a comunidade do facebook "Moça, Você é Machista" , como objeto empírico desta pesquisa. Esta escolha se deu, por vários motivos: Primeiramente porque "Moça, Você é Machista" tem a imagem do corpo como principal elemento na construção da narratividade erótica. Isso vem ao encontro das nossas percepções analíticas e teóricas: Sendo a imagem uma profunda característica da modernidade - que atravessa, também, a pós-modernidade - e, portanto, uma matriz originária da cultura desses jovens, é possível analisá-la como um forte elemento de (re) apropriação. Em seguida, a escolha também recai em "Moça, você é machista", por deflagrar questões relacionadas aos gêneros sexuais de forma muito particular, como o próprio título dado à comunidade nos informa. Por último, porque o criador dessa comunidade é do gênero masculino, e isso a torna ainda mais interessante para pensar as relações das subjetividades juvenis. Enfrentaremos nesta pesquisa o desafio metodológico dado pela etnografia digital e pela pesquisa de recepção. A primeira propõe-nos formas de identificar como se configuram esses espaços, e a partir dessa identificação, teremos elementos para analisar as subjetividades juvenis - que, aqui, serão percebidas através das narratividades sobre as sexualidades, os afetos, o erotismo. A pesquisa de recepção, que seleciona como foco principal de análise as mediações (MARTÍN-BARBERO, 1997) e não meios, assim como, a cultura e não somente as classificações socioeconômicas, nos levará a entender "as construções que delimitam e configuram a materialidade social e a expressividade cultural (...)" (IDEM, p. 292), das juventudes. As fases da pesquisa de campo serão: Identificação das narratividades; levantamento dos elementos característicos do erótico; entrevistas com os criadores da comunidade, banco de dados e análises. (AU)

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