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A fotografia de Ricardo Rangel: experiência, memória e colonialismo em Moçambique

Processo: 14/25152-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Sylvia Caiuby Novaes
Beneficiário:Bruna Nunes da Costa Triana
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/12493-2 - Arquivos de memórias: contribuições metodológicas e empíricas para a análise do acervo fotográfico de Ricardo Rangel, BE.EP.DR   15/19946-7 - O colonialismo português através da lente de Ricardo Rangel: contribuições analíticas sobre fotografia e memória, BE.EP.DR
Assunto(s):Colonialismo   Fotografia   Moçambique   Antropologia visual   Memória cultural

Resumo

Este projeto busca analisar a produção fotográfica de Ricardo Rangel (1924-2009) no contexto de acirramento da luta anticolonial e de independência em Moçambique, entre 1955 e 1975. Tendo atuado como fotojornalista, Rangel produziu imagens que lograram entrelaçar denúncia social, engajamento político e composição poética, o que o tornou referência no campo da fotografia moçambicana. O objeto da pesquisa é constituído por seu acervo imagético, a partir do qual queremos apreender, de um lado, os mecanismos narrativos utilizados por ele para compor o que iremos chamar de experiência fotográfica, e, de outro, os aspectos sociais e políticos que suas fotografias revelam acerca da violência intrínseca ao colonialismo, do processo conflituoso de libertação e das intensas transformações por que passava Maputo na época. A pesquisa empírica estará centrada, inicialmente, em duas instituições moçambicanas: o Centro de Documentação e Formação Fotográfica (CDFF) e a Associação Fotográfica Moçambicana (AFM), nas quais encontra-se sua produção. Interessa-nos saber, sobretudo, em que medida sua obra fotográfica contribuiu ou esteve articulada à construção de uma memória social de Moçambique pós-independência. A importância desta pesquisa deve-se ao fato de concentrar-se num período histórico conturbado e ainda disputado em sua constituição enquanto memória, o que nos motiva a analisar tanto as transformações e contradições que as fotografias revelam, como os detalhes e a especificidade desse olhar. (AU)