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O efeito da administração intratecal de células-tronco mesenquimais em modelo de neuropatia diabética experimental

Processo: 14/21962-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 29 de julho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Carlos Amilcar Parada
Beneficiário:Jalile Garcia Schiavuzzo
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/26625-8 - A influência das células tronco mesesquimais na atividade elétrica dos neurônios do DRG na neuropatia diabética experimental, BE.EP.DR
Assunto(s):Citocinas   Células-tronco mesenquimais   Neuropatias diabéticas

Resumo

A neuropatia diabética periférica manifesta-se em aproximadamente 60% dos pacientes diabéticos e está entre as maiores causas de amputação de membros periféricos. Entre os casos diagnosticados de dor neuropática, a relacionada à neuropatia diabética representa 30% dos casos. Apesar dos aspectos eletrofisiológicos e morfológicos da Dor Neuropática Diabética serem conhecidos, pouco se sabe sobre seu desenvolvimento e progressão, inviabilizando terapias eficazes. Mais recentemente, estudos tem demonstrado uma estreita correlação entre o desenvolvimento da neuropatia diabética e o aumento de citocinas no Ganglio da Raiz Dorsal (GRD). De um modo geral, tem-se observado um aumento de citocinas pró-inflamatórias, embora não haja evidências de um processo inflamatório no GRD evidenciado, por exemplo, por aumento de células polimorfonucleares. De fato, nosso grupo tem demonstrado que a hiperalgesia inflamatória do tecido periférico induz aumento de citocinas pró-inflamatórias do GRD, tal como IL-1², sem que haja infiltrado inflamatório neste tecido. Estudos envolvendo modelos de dor neuropática, que não de origem diabética, tem sido sugerido que a IL-1² liberada no GRD seja uma importante sinalizadora entre células neuronais e células satélites gliais, intermediando o desenvolvimento da hiperalgesia. Por outro lado, o efeito benéfico de células tronco mesenquimais (CTM) tem sido demonstrado em vários modelos animais de dor neuropática. Embora não se conheça os mecanismos do efeito anti-hiperalgésico do tratamento com CTM, este parece não estar associado a uma reversão da patologia, mas contrapondo-se ao desenvolvimento da hiperalgesia tão somente. Ainda são poucos os estudos sobre os mecanismos envolvidos no efeito anti-hiperalgésico do tratamento com CTM nas neuropatias diabéticas, porém alguns estudos apontam para um aumento na expressão de fatores neurotróficos induzidos pela administração destas células ao longo do nervo. Desta forma, o objetivo deste estudo é inicialmente confirmar o efeito anti-hiperalgésico das CTM em ratos com neuropatia diabética induzida por administração sistêmica de estreptozotocina. Posto isso, verificaremos se o efeito anti-hiperalgesico das CTM está correlacionado com a diminuição de citocinas pró-inflamatórias, tais como IL-1² e IL-6 bem como a expressão de citocinas anti-inflamatórias IL-4 e IL-10 no GRD. Como está bem caracterizado o aumento de receptores P2X7 por IL-1² e IL-6, também será verificado se o tratamento com CTM altera a expressão deste receptor nas células satélites do GRD. (AU)