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O papel da estearoil-CoA 2 (SCD2) hipotalâmica na neurogênese de novo

Processo: 14/24050-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Felipe Corrêa da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Obesidade   Sistema nervoso central   Metabolismo   Diferenciação celular   Proliferação celular   Hipotálamo   Neurogênese   Lipogênese   Imunofluorescência   Western blotting

Resumo

Devido ao caráter clínico-epidemiológico da obesidade, a compreensão dos mecanismos de gênese da doença, bem como a capacidade de reversão do fenótipo obeso, é de extrema importância para a sua prevenção e combate. O controle do metabolismo é feito, em grande parte, pelo hipotálamo. Neurônios hipotalâmicos são responsivos a diversos sinais periféricos, incluindo os hormônios insulina e leptina, principais responsáveis pela manutenção da massa corpórea. O consumo de dieta rica em gordura saturada provoca inflamação nesta região do cérebro, comprometimento da sinalização de insulina e leptina, e pode resultar em morte de neurônios que respondem a esses hormônios, com danos para o controle da fome e do gasto energético. A descrição de um nicho neurogênico no hipotálamo de animais adultos e o insucesso das intervenções genéticas, farmacológicas e clínicas propostas até o momento, nos levam a supor que a indução de proliferação de neurônios envolvidos neste processo seja a única forma de reverter o fenótipo obeso. Neste contexto, a compreensão dos mecanismos que controlam as taxas de proliferação e diferenciação das células neuroprogenitoras é imprescindível para a proposição desta abordagem terapêutica. A contribuição da lipogênese de novo para a proliferação celular e o seu papel, principalmente na síntese de fosfolipídios de membrana, apontam esta via metabólica como um passo-chave da neurogênese. As enzimas ácido graxo sintase (FASn) e estearoil-CoA(SCD) têm papel limitante na síntese e instauração de ácidos graxos, respectivamente. No hipotálamo, o aumento da expressão de SCD2 em animais alimentados com dieta rica em gordura saturada, sugere a participação desta enzima nos processos de reparo tecidual, como os que acontecem na astrogliogênese e neurogênese de novo. Para investigar a participação daSCD2 nesses processos, camundongos C57BL/6 adultos com cinco semanas de vida serão divididos em dois grupos, alimentados com ração comercial ou dieta hiperlipídica por quatro semanas. Um grupo de animais receberá antense para SCD2 nas duas últimas semanas de dieta e outro grupo receberá microinjeção com lentivírus para inibir ou superexpressar a SCD2hipotalâmica no início da dieta. A eficiência destas intervenções será avaliada por western blotting e ao longo do experimento serão acompanhadas ingestão alimentar e massa corpórea. Durante as duas primeiras semanas de dieta, os animais receberão BrdU para marcar a proliferação celular no hipotálamo, por imunofluorescência. Ao final, serão avaliados o gasto energético e o metabolismo glicêmico dos animais. Acreditamos que a SCD2 desempenha papel fundamental na capacidade de geração e manutenção de novos neurônios hipotalâmicos que controlam a homeostase energética. Por isso, entender a sua contribuição para a proliferação e diferenciação neuronal nesta região do sistema nervoso central, pode ajudar no desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas no controle e combate da obesidade. (AU)

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