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Experimento de fumigação com O3 em cana de açúcar

Processo: 14/23839-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2015
Vigência (Término): 04 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Rafael Vasconcelos Ribeiro
Beneficiário:Barbara Baesso Moura
Supervisor no Exterior: Elena Paoletti Marchi
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Consiglio Nazionale delle Ricerche (CNR), Itália  
Vinculado à bolsa:14/13524-0 - Os efeitos do ozônio em cana-de-açúca, BP.PD
Assunto(s):Antioxidantes   Compostos orgânicos voláteis   Espécies de oxigênio reativas

Resumo

O ozônio (O3) é considerado o poluentes mais tóxicos para as plantas. O O3 troposférico é produzido por meio de reações fotoquímicas complexas que envolvem compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOCs). Em ambientes de clima temperado, o O3 apresenta distribuição sazonal, no entanto, em clima tropical e subtropical, concentração tóxica são registradas ao longo de todo o ano. Muitas culturas agrícolas importantes respondem ao estresse induzido pelo O3. No entanto, nada se sabe sobre os efeitos do O3 em culturas de cana-de açúcar, hoje, uma das atividades econômicas mais importantes do Brasil, especialmente no estado de São Paulo. Dentro das folhas, a fitotoxicidade do O3 ocorre, principalmente devido à geração de espécies reativas de oxigênio (ROS). Quando a formação de ROS excede a capacidade antioxidante das células, o estresse oxidativo ocorre, acarretando em marcas estruturais específicas, que podem induzir lesões visíveis. Com base na hipótese de que os níveis de O3 registrados no estado de São Paulo, são tóxicos para as plantações de cana-de-açúcar, o presente estudo tem como objetivos: (i) Avaliar as respostas morfológicas, anatômicas, bioquímicas e fisiológicas de diferentes variedades de cana-de-açucar ao estresse provocado pelo O3. Um experimento de fumigação será conduzido, onde as plantas estarão sujeitas a tratamentos de O3 e (ii) compreender a produção BVOCs em diferentes variedades de cana-de-açúcar. Durante o incremento de biomassa será avaliado e as marcas estruturais de estresse oxidativo serão microscopicamente avaliadas. O metabolismo antioxidante será avaliado e o fluxo de O3 calculado. Pela primeira vez, seremos capazes de entender como a cana-de-açúcar reage aos efeitos do O3 e se sensibilidade ao O3 é específica para diferentes variedades. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MOURA, BARBARA B.; HOSHIKA, YASUTOMO; SILVEIRA, NEIDIQUELE M.; MARCOS, FERNANDA C. C.; MACHADO, EDUARDO C.; PAOLETTI, ELENA; RIBEIRO, RAFAEL V. Physiological and biochemical responses of two sugarcane genotypes growing under free-air ozone exposure. ENVIRONMENTAL AND EXPERIMENTAL BOTANY, v. 153, p. 72-79, SEP 2018. Citações Web of Science: 0.
HOSHIKA, YASUTOMO; MOURA, BARBARA; PAOLETTI, ELENA. Ozone risk assessment in three oak species as affected by soil water availability. Environmental Science and Pollution Research, v. 25, n. 9, SI, p. 8125-8136, MAR 2018. Citações Web of Science: 8.
MOURA, BARBARA BAESSO; HOSHIKA, YASUTOMO; RIBEIRO, RAFAEL VASCONCELOS; PAOLETTI, ELENA. Exposure- and flux-based assessment of ozone risk to sugarcane plants. Atmospheric Environment, v. 176, p. 252-260, MAR 2018. Citações Web of Science: 3.

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