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Avaliação da potencialidade da produção de lipídio, como produto de valor agregado, a partir da vinhaça e avaliação preliminar técnica e econômica da viabilidade do processo

Processo: 14/07848-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Saneamento Ambiental
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Rubens Maciel Filho
Beneficiário:Bruna Soares Fernandes
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Química (FEQ). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/10562-4 - Avaliação da produção in silico de lipídio, ácido eicosapentaenóico (EPA), por Pythium irregulare, como produto de valor agregado, a partir da vinhaça, BE.EP.PD
Assunto(s):Biotecnologia   Processos biológicos   Vinhaça

Resumo

Este trabalho tem como objetivo avaliar a produção de lipídio, como produto de valor agregado, a partir de vinhaça. Uma vez que se estima que 413 usinas de açúcar e etanol existentes no Brasil produzem ao menos 276 bilhões de litros de vinhaça por ano, pois para cada Litro de etanol produzido são gerados de 10 a 14 Litros de vinhaça, e entre 2010 e 2011 foram produzidos 27 bilhões de litros de etanol. Entre 2000 e 2010 a taxa de crescimento anual de produção de etanol no Brasil foi de 41,43%. Além disso, o MAPA projeta crescimento do consumo interno, com produção projetada para 2019 de 58,8 bilhões de litros de etanol, mais que o dobro da produção registrada em 2008, condição que gerará anualmente mais de 588 bilhões de litros de vinhaça, que equivale à produção de esgoto por 8,85 bilhões de habitantes (adotando geração per capta de 180 Litros por dia e DQO de 300mg/L para o esgoto e DQO de 30.000 mg/L para a vinhaça), correspondendo ao esgoto produzido por toda a população atual no planeta Terra (em volume e carga). Em função destas projeções, torna-se fundamental o desenvolvimento de programas para aproveitamento sustentável da vinhaça. Atualmente a vinhaça é empregada como fertilizante nas plantações de cana-de-açúcar, devido à elevada concentração de minerais e água, porém existem estudos que apontam que ao longo dos anos a fertirrigação é prejudicial por gerar Gases de Efeito Estufa (GGE) durante o processo de distribuição da vinhaça no campo, causando contaminação no solo, água subterrânea e salinização do solo. Uma forma de minimizar os possíveis impactos gerados da distribuição da vinhaça in natura no campo, e possibilitar um melhor aproveitamento deste resíduo, seria através do emprego da fermentação da vinhaça seguido de biodigestor para fim de obter biomateriais, produtos de elevado valor agregado, tais como lipídios e metano, respectivamente. Esta prática possibilita aumentar a sustentabilidade e lucratividade das destilarias, através da comercialização de lipídios, para uso em biocombustível, na indústria alimentícia, farmacêutica e de cosméticos, ou seja, produtos de elevado valor agregado, e o biocombustível CH4, além de proporcionar a decomposição da matéria orgânica da vinhaça, durante o processo biológico, minimizando os impactos da vinhaça no solo, atmosfera e água subterrânea. Neste sentido, a vinhaça deixaria de ser um produto de baixo valor agregado, fertilizante, tornando um produto altamente rentável para a destilaria. Neste contexto, este projeto visa avaliar a produção de lipídios a partir da vinhaça e mapear a viabilidade técnica e econômica deste processo. (AU)

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