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Referência indireta dos efeitos fisiológicos do Al por meio de técnicas de microscopia em espécies nativas do cerrado

Processo: 14/14386-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 31 de outubro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Gustavo Habermann
Beneficiário:Anna Carolina Gressler Bressan
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Espécies animais   Cerrado   Alumínio

Resumo

O alumínio (Al) é um dos elementos mais abundantes na crosta terrestre e tem sido apontado como um dos principais fatores limitantes ao crescimento de espécies agrícolas e à produtividade agrícola mundial, sobretudo em solos ácidos. Por outro lado, espécies nativas que crescem em solos ácidos e álicos podem evitar ou tolerar os efeitos tóxicos do Al. No Cerrado, há espécies capazes de acumular entre 1000 e 18.000 mg Al por kg de massa seca de folhas (MSF) sem danos aparentes às suas estruturas. Porém, a maior parte das espécies do Cerrado é de não acumuladoras de Al, as quais retêm de 300 a 1000 mg Al por kg MSF. As relações estruturais e funcionais destas espécies com o Al ainda são pouco compreendidas, tornando necessário o aprofundamento de estudos que tratem das possíveis funções fisiológicas do Al nestes grupos funcionais do Cerrado. Espécies não acumuladoras crescem e se desenvolvem nos solos ácidos e álicos do Cerrado sem danos evidenciados em suas estruturas, o que pode sugerir a existência de mecanismos de exclusão de Al nestas espécies, assim como já descrito para plantas tolerantes ao Al. Com relação às acumuladoras, há um único relato (Andrade et al., 2011) que evidencia o acúmulo de Al em cloroplastos de plantas de Vochysiaceae, sugerindo um papel fisiológico para o Al na fotossíntese. Partindo da premissa de que as espécies não acumuladoras secretam ácidos orgânicos pela raiz, e que nas espécies acumuladoras o Al é absorvido, quelado e transportado para a parte aérea, testaremos as seguintes hipóteses através de técnicas de microscopia (microscopia de luz, MET, MEV e microscopia confocal de fluorescência): h1) O Al injetado em plantas não acumuladoras causa sintomas de fitotoxidez; h2) espécies acumuladoras e não acumuladoras apresentam mais mitocôndrias nos ápices radiculares quando cultivadas em presença de Al em comparação à quando cultivadas sem Al; e h3) nestes dois grupos de plantas, o Al não tem como destino final os cloroplastos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NOGUEIRA, MATHEUS ARMELIN; BRESSAN, ANNA C. G.; PINHEIRO, MARCELO H. O.; HABERMANN, GUSTAVO. Aluminum-accumulating Vochysiaceae species growing on a calcareous soil in Brazil. PLANT AND SOIL, v. 437, n. 1-2, p. 313-326, APR 2019. Citações Web of Science: 0.
SILVA, CAROLINA M. S.; CAVALHEIRO, MARIANA F.; BRESSAN, ANNA C. G.; CARVALHO, BRENDA M. O.; BANHOS, OTAVIA F. A. A.; PURGATTO, EDUARDO; HARAKAVA, RICARDO; TANAKA, FRANCISCO A. O.; HABERMANN, GUSTAVO. Aluminum-induced high IAA concentration may explain the Al susceptibility in Citrus limonia. Plant Growth Regulation, v. 87, n. 1, p. 123-137, JAN 2019. Citações Web of Science: 0.
Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
BRESSAN, Anna Carolina Gressler. Respostas de espécies nativas do Cerrado a diferentes concentrações de alumínio (Al). 2018. 82 f. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Instituto de Biociências (Campus de Rio Claro)..

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