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Avaliação da interação coral-alga em sistemas recifais entre a ESEC tupinambás em Alcatrazes e a região costeira adjacente considerando o efeito da herbivoria e da predação sobre recrutas bentônicos

Processo: 14/25484-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2015
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Gustavo Muniz Dias
Beneficiário:Sérgio Augusto Coelho de Souza
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Competição   Animais herbívoros

Resumo

Os ambientes recifais estão ameaçados por diversos impactos antrópicos, incluindo a eutrofização e a sobrepesca. Esses impactos alteram a composição da comunidade bentônica ao favorecer o crescimento de algas, prejudicando as espécies de corais e causando desequilíbrio nessa interação. No litoral norte de São Paulo, observa-se o predomínio de algas sobre corais e a exceção é o arquipélago de Alcatrazes, local que apresenta grande abundância de corais e peixes herbívoros recifais. A presente proposta visa investigar quão diferente é Alcatrazes em relação à área costeira adjacente, ao monitorar a comunidade bentônica (séssil e vágil) ao longo do gradiente entre essas duas localidades. A hipótese a ser testada é que o menor impacto da eutrofização costeira e a conservação das populações de herbívoros regulam o crescimento das algas em Alcatrazes. Através da análise de isótopos estáveis, o fluxo trófico entre produtores, detritos e seus respectivos consumidores será estabelecido nas diferentes localidades. A hipótese supra-citada será testada através de experimentos de campo excluindo potenciais consumidores (peixes e ouriços). Para verificar se a dominância por algas e corais influenciam no estabelecimento da comunidade bentônica, também serão realizados experimentos em campo sobre recrutamento ao longo do gradiente e o efeito da predação nesse estágio inicial de colonização do substrato. O conhecimento gerado ajudará a entender o funcionamento das comunidades do infralitoral de costões rochosos subtropicais e potencialmente identificar interações-chave para a conservação e manejo desses ecossistemas. (AU)