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Prevenção da transmissão transfusional da malária no estado de São Paulo

Processo: 15/04159-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:José Eduardo Levi
Beneficiário:Fabiula Patricia Carvalho da Consolação Costa
Instituição-sede: Hemocentro de São Paulo. Fundação Pró-Sangue. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50093-8 - Prevenção da transmissão transfusional da malária no estado de São Paulo, AP.PP.SUS
Assunto(s):Doadores de sangue   Sorologia   Reação em cadeia da polimerase em tempo real   Malária

Resumo

A malária é uma doença de alta morbidade, mas reconhece-se a existência frequente de portadores assintomáticos, com baixas parasitemias, comum nas zonas endêmicas. Estes indivíduos, ao doarem sangue, tornam-se uma fonte importante de risco de transmissão transfusional de malária para os receptores dos hemocomponentes. Este risco demandou a implantação de questões epidemiológicas ou mesmo triagem laboratorial nos diferentes países, de acordo com o risco aos quais estes estão submetidos. No Brasil temos uma política distinta para a doação de sangue na área endêmica, a Amazônia legal, e o restante do país, considerado não-endêmico. Na Amazônia legal utiliza-se a Incidência Parasitária Anual (IPA) de cada município ou localidade para estimar o risco do doador daí proveniente estar infectado. Doadores com alto risco, vindos de área com alto IPA há menos de um mês são considerados inaptos para doação, enquanto todos os aptos são submetidos a teste parasitológico ou antigênico. No restante do país, se considera inapto o doador proveniente da Amazônia legal há menos de um mês, e, entre 1-12 meses deve ser submetido a testes de detecção do plasmódio ou de antígenos plasmodiais, pouco praticados nos hemocentros não-amazônicos. Curiosamente, os raros casos brasileiros de malária transfusional publicados ocorreram no estado de São Paulo. Provavelmente devem ocorrer mais casos na região amazônica, mas podem passar despercebidos pela dimensão da malária vetorial ou simplesmente reconhecidos, mas subnotificados. A investigação dos casos detalhados do estado de São Paulo revela um padrão semelhante: doadores que se infectaram em áreas de Mata Atlântica do estado de São Paulo, permaneceram assintomáticos ou desconheciam ter tido malária, e estavam infectados por Plasmodium malariae. Possivelmente, os casos relatados são apenas aqueles que resultaram em manifestação clínica mais exuberante, sendo particularmente graves os casos de receptores que haviam sido esplenectomizados. Estes casos levaram os profissionais de hemoterapia do nosso estado a questionar a necessidade de uma seleção mais rigorosa dos doadores, visando à identificação de possíveis portadores de Plasmodium. A existência de malária autóctone em áreas de Mata Atlântica no estado de São Paulo, e a proximidade dos humanos com estas áreas, configura um cenário passível de infecção por diferentes espécies de Plasmodium. Estes indivíduos, se infectados, não apresentarão inaptidão em relação ao risco de malária, pois não são provindos da Amazônia legal, e não são submetidos a qualquer teste laboratorial.Este trabalho pretende avaliar algumas questões de cunho epidemiológico que possam identificar situações de maior risco de infecção, permitindo o aprimoramento da segurança transfusional e do algoritmo de triagem sem comprometer o estoque de sangue. (AU)