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Efeito de solução fluoretada tamponada na ativação da remineralização do esmalte dental

Processo: 14/23783-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Cinthia Pereira Machado Tabchoury
Beneficiário:Larissa Daniela Orlando
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Cariologia   Cárie dentária   Esmalte dentário   Flúor   Fluoretos   Remineralização   Ciclagem térmica (odontologia)   Técnicas in vitro

Resumo

O papel do fluoreto (F) na prevenção e controle da cárie dentária é bem descrito, além de ser o método mais relevante, inibindo o processo de desmineralização e ativando a remineralização. Em relação à reatividade do F com o substrato dental, estudos mostram que existem fatores e substâncias que podem interferir neste processo. Um dos principais fatores é o pH, cuja diminuição leva a um aumento da reatividade do F. Entretanto, durante a reação de uma solução com o esmalte pode haver uma alteração no pH do meio, pois como há reação dos íons fosfato e hidroxilas com os prótons da solução, haveria um aumento do pH da solução, podendo influenciar a reatividade do F com o esmalte dental, diminuindo-a. Assim, o objetivo do presente projeto será avaliar, em um modelo de ciclagens de pH, a reatividade do F presente em uma solução tampão em pH ácido com o esmalte dental com lesão cariosa artificial. Serão utilizados blocos de esmalte dental (4x4x2 mm), obtidos de incisivos bovinos e pré-selecionados quanto à dureza de superfície, nos quais serão induzidas lesões cariosas subsuperficiais. Os blocos dentais serão aleatorizados e submetidos ao seguinte ensaio de ciclagens de pH, que terá duração de 8 dias. Os blocos permanecerão na solução desmineralizante (tampão acetato 0,1 M pH 5,0, contendo 1,28 mM de Ca, 0,74 mM de Pi e 0,03 ¼g F/ml) durante 2 h e na solução remineralizante (tampão Tris 0,1 M pH 7,0 contendo 1,5 mM de Ca, 0,9 mM de Pi, 150 mM de KCl e 0,05 ¼g F/ mL) por 22 h a 37°C (Queiroz et al. 2008). Os blocos dentais serão submetidos a 3 grupos de tratamento (n=20): I - solução contendo histidina 0,1 M pH 5,0 (controle negativo); II - solução contendo 226 µg F/mL pH 5,0; e III - solução contendo 226 µg F/mL e histidina 0,1 M pH 5,0. Os blocos de esmalte reagirão com as soluções de tratamento 3 vezes ao dia (9, 14 e 17 h) na proporção de 2 mL de solução/mm² de superfície de esmalte exposto em uma mesa agitadora à 100 rpm, a temperatura ambiente. A dureza de superfície será novamente analisada nos blocos de esmalte ao final do ensaio de ciclagens de pH, sendo calculada a porcentagem de recuperação de dureza de superfície (%RDS). Então, em metade dos blocos dentais será determinada a dureza do esmalte dental seccionado longitudinalmente. Na outra metade dos blocos dentais, duas camadas consecutivas de esmalte serão removidas por ataque ácido e o fluoreto firmemente ligado presente nesse extrato ácido será determinado por eletrodo específico para íon F. O estudo será cego em relação ao operador. Os dados obtidos serão analisados estatisticamente.

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