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Infecção por Rickettsia spp em capivaras e seus carrapatos de diferentes locais do Brasil

Processo: 14/25657-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2015
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marcelo Bahia Labruna
Beneficiário:Lina de Campos Binder
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/18046-7 - Capivaras, carrapatos e febre maculosa, AP.TEM
Assunto(s):Febre maculosa   Capivaras   Carrapatos   Rickettsia   Parasitologia

Resumo

Recentemente, iniciamos um extenso projeto multidisciplinar na modalidade auxilio-pesquisa Temático (FAPESP 2013/18046-7), intitulado "Capivaras, carrapatos e febre maculosa". Dentre as inúmeras atividades contempladas neste projeto Temático, está a avaliação da infecção por riquétsias causadoras de febre maculosa em capivaras e carrapatos de oito áreas do Brasil. No entanto, em função da crescente expansão de populações de capivaras em ambientes antropizados no país, especialmente na região Sudeste, diversos profissionais de diferentes áreas geográficas, com ou sem histórico de casos de febre maculosa, têm nos procurado e sinalizado interesse em nos enviar amostras de capivaras (sangue e carrapatos) para serem pesquisados quanto à infecção por riquétsias causadoras de febre maculosa. Desta forma, o presente projeto de iniciação científica foi formulado com o objetivo de avaliar a infecção por riquétsias em populações de capivaras e carrapatos de diferentes locais do país, visando atender a esta demanda com uma visão mais criteriosa e científca. Para tal, as amostras colhidas por conveniência serão testadas em duas frentes: (i) o soro sanguíneo de capivaras será testado por imunofluorescência indireta para pesquisa de anticorpos anti-Rickettsia spp, através de sete antígenos de espécies de Rickettsia que ocorrem no Brasil (R. rickettsii, R. parkeri, R. amblyommii, R. rhipicephali, R. bellii, R. felis e R. monteiroi); (ii) e os carrapatos coletados das capivaras serão avaliados quanto á infecção por riquétsias através de técnicas de biologia molecular (PCR e sequenciamento dos produtos amplificados). Espera-se com esses resultados uma expansão do conhecimento sobre a circulação de riquétsias causadoras de febre maculosa associadas a capivaras no Brasil, assim como a possível descoberta de novas espécies de riquétsias infectando carrapatos de capivaras. Tais resultados poderão indicar áreas endêmicas silenciosas para febre maculosa no Brasil, contribuindo para que ações de vigilância ativa da doença possam ser implementadas antes da ocorrência de novos casos da doença em humanos.