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Sobre a Corrupção do Homem Natural: Uma Análise do Segundo Discurso de Rousseau

Processo: 14/21550-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Yara Adario Frateschi
Beneficiário:Johnatas Ximenes Milani
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia política   Jean-Jacques Rousseau

Resumo

Este projeto pretende compreender, baseado no Segundo Discurso de Rousseau, o processo de corrupção do homem natural ao entrar no estado civil atentando para os elementos que possibilitam a Rousseau afirmar que, embora a sociedade tenha corrompido o homem, ela não foi capaz de destruir a sua natureza. Como lhe é possível compatibilizar essa afirmação com a exposição do processo de afastamento do homem de seu estado natural e o surgimento de uma sociedade corrompida? É possível que o homem civil, escravo das opiniões e indiferente a seus semelhantes possa ainda ter em si as virtudes de um homem natural, livre e piedoso? Que elementos desse processo de transformação do homem natural em homem civil possibilitariam compreender essa mudança por um viés não irreversível? Investigar este problema requer primeiramente (I) compreender o homem em seu estado natural, atentando para suas características primárias, tais como a liberdade, o amor de si e a piedade. Em seguida e sobretudo (II) é necessária uma compreensão aprofundada do processo de gênese do amor-próprio e sua relação com a característica da perfectibilidade humana, atentando para os elementos que fazem deste um processo não irreversível.