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Aromatizante natural de Mhenta L. com liberação duradoura para prolongamento de sabor

Processo: 15/04752-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE  
Vigência (Início): 01 de abril de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Pesquisador responsável:Bruna Thaise Rodrigues Rhein
Beneficiário:Bruna Thaise Rodrigues Rhein
Empresa:Nanomed Nanotecnologia em Saúde e Bem-Estar Ltda
Vinculado ao auxílio:14/50635-5 - Aromatizante natural de Mhenta l. com liberação duradoura para prolongamento de sabor, AP.PIPE
Assunto(s):Nanotecnologia   Aromatizantes   Menta   Nanopartículas   Microencapsulação

Resumo

O uso de sistemas com liberação lenta vem se mostrando uma alternativa cada vez mais utilizada, os quais usam geralmente o encapsulamento de ativos em matrizes poliméricas ou em meios viscosos promovendo uma difusão mais lenta no meio. Contudo, desafios a serem superados ainda são o desenvolvimento de sistemas com uma elevada capacidade de encapsulação, baixa toxicidade, manutenção da atividade, ação em meio favorável (aquoso) e alta seletividade no sítio alvo, que podem ser superados com o uso de nanotecnologia. Esta área do conhecimento em específico é conhecida também como Drug Delivery. Recentemente, vários nanossistemas têm sido utilizados na Medicina, para encapsular inúmeros princípios ativos, que uma vez inseridos no sistema vivo, podem ser liberados de maneira seletiva e sustentada. Dentre os inúmeros sistemas de Drug Delivery, as nanopartículas poliméricas tem ganhado atenção, devido sua boa estabilidade, alta capacidade de encapsulamento e possibilidade de escalonamento. As nanopartículas poliméricas podem ser divididas tanto pela sua estrutura morfológica (nanoesferas, nanocápsulas e micelas) bem como pelo seu modo de obtenção (nanoprecipitação, emulsão-evaporação e polimerização in vitro). O sucesso de aplicações de nanopartículas na Medicina vem despertando cada vez mais o interesse na produção de alimentos, sobretudo em aromatizantes. Estes aditivos, atualmente, apresentam perdas por evaporação e degradação oxidativa. Desta forma, o presente projeto tem como objetivo desenvolver e caracterizar nanopartículas poliméricas contendo aromatizante natural extraído da Mentha L., muito usado na indústria de alimentos e medicamentos. Por meio do processo de nanoencapsulação espera-se obter uma liberação sustentada deste ativo, além de aumentar a estabilidade dos mesmos, diminuindo a perda no processo de produção. A escolha deste aromatizante se dá primeiramente devido a permissão do órgão regulamentador (Anvisa) para o uso de óleo essencial de Mentha L. como aroma natural, e ainda pelo uso intenso do mesmo para aromatizar. Atualmente no Brasil, não há comercialização de aromatizantes em sistemas nanoestruturados, e principalmente de aromatizantes naturais nanoencapsulados. Ressaltamos que o projeto já possui resultados referentes às etapas de prospecção de um possível aromatizante obtido por outra fonte natural, composto por matérias-primas naturais como óleos essenciais em escala nanométrica, já conhecidos por suas propriedades flavorizantes, conferindo aroma e sabor. Este nanossistema está em fase de desenvolvimento a partir de nanopartículas poliméricas biodegradáveis e polissacarídeo, sendo seguro para a ingestão. O uso de substâncias naturais e de baixa toxicidade é uma alternativa viável para aromatizar alimentos, medicamentos e ambientes. Dessa forma, o presente projeto prevê o desenvolvimento de sistemas nanoestruturados de aromatizante de origem natural, e assim, oferecer às indústrias e empresas produtoras do setor um insumo nanotecnológico nacional com ampla aplicabilidade. Isto consiste em oferecer uma matéria-prima eficaz, segura e certificada que possa ser empregada facilmente, com segurança e estabilidade garantida. (AU)