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O primitivo de Lionello Venturi e o milieu francês

Processo: 14/25973-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 15 de julho de 2015
Vigência (Término): 14 de julho de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Fundamentos e Crítica das Artes
Pesquisador responsável:Cássio da Silva Fernandes
Beneficiário:Fernanda Ferreira Marinho Camara
Supervisor no Exterior: Monica Preti
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: Musée du Louvre, França  
Vinculado à bolsa:13/19366-5 - Olhares vertiginosos nas reformulações da história: o primitivo, o selvagem e o canibal., BP.PD
Assunto(s):História da arte

Resumo

O projeto "O primitivismo de Lionello Venturi e o milieu francês" pretende investigar as relações entre as primeiras formulações do modernismo na França e a escrita de "Il gusto dei primitivi" na Itália. Publicado pela primeira vez em 1926 o livro de Venturi apresentava uma interpretação inovadora dos mestres primitivos que os distanciava da noção de incipiência, ainda recorrente nas interpretações da historiografia artística italiana da época. A perspectiva de Venturi na medida em que se destoava das tendências historiográficas italianas, aproximava-se dos movimentos culturais modernos experimentados até então no ambiente francês. Paris configurava-se na crítica venturiana como a antítese das tendências fascistas italianas, e os mestres primitivos, como um novo paradigma à história da arte. Antifascismo e anticlassicismo são duas prerrogativas que melhor esclarecem "Il gusto dei primitivi" e que evidenciam o franco centrismo característico do pensamento crítico do autor. A chave de leitura de "Il gusto dei primitivi", como acenado nas últimas páginas do livro, é o Impressionismo francês. Venturi nos instiga a observar Giotto a partir da sensibilização estética causada pelas pinceladas de Cézanne, por exemplo. No entanto, este projeto dedicar-se-á não apenas às decorrências do Impressionismo na historiografia artística italiana, mas investigará também como os primitivos italianos se tornaram representantes de um determinado gosto alternativo da cultura francesa, passando a simbolizar a identidade da cultura moderna. A exposição sobre as "écoles primitives" ocorrida no Musée du Louvre em 1814 consistiu na primeira exposição dedicada aos mestres primitivos na França; resultado da missão de Dominique-Vivant Denon na Itália durante o ano de 1811. Enquanto a historiografia artística italiana do início do século XX ainda se pautava no legado vasariano que considerava os primitivos a partir da classificação cronológica da evolução das formas, no contexto francês as obras dos artistas primitivos não simbolizavam apenas a incubação da forma perfeita, mas incitavam também uma sensibilidade estética de caráter anticlássico. Pretende-se, portanto, compreender a partir da exposição do Louvre de 1814, as transformações do conceito de primitivo: do constructo cronológico vasariano ao emblema da modernidade. Em outras palavras, pretende-se investigar, por um lado, como a França contribuiu com a revisão historiográfica concernente ao Renascimento italiano e, por outro, como o franco centrismo da proposta de Venturi instiga uma reordenação das classificações legitimadoras da história da arte. (AU)

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