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Desdobramentos da Sehnsucht romântica nas experiências poéticas de Rilke, Trakl e Celan

Processo: 14/15904-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2015
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Márcio Suzuki
Beneficiário:Laura de Borba Moosburger de Moraes
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Poesia   Romantismo

Resumo

Definida no romantismo alemão como um "infinito desejo pelo infinito", a Sehnsucht condensa o modo como o homem romântico se relaciona com a finitude, almejando transcendê-la. Com o fim das expectativas românticas, traumaticamente atingidas pelos horrores das duas grandes guerras e pelo confronto do espírito humano com o fim da metafísica e a morte do Deus cristão, sobrevém a necessidade de uma revisão no modo como o homem moderno, que já não pode ser romântico, compreende e se relaciona com sua finitude. Tal revisão seria, antes de tudo, uma reação afetiva: o próprio sentimento de Sehnsucht tem de ser revisto. A questão que nos entretém é, então, em que medida e de que modo esta Sehnsucht é transformada, superada ou dissipada no século XX. Para tanto, seguindo uma linha de reflexão que toma a poesia como um dizer autosuficiente e ponto de partida para a consideração filosófica, analisaremos desdobramentos da Sehnsucht nas poesias de Rilke, Trakl e Celan, enfatizando a singularidade de suas experiências, mas vislumbrando como motivo comum a necessidade de enraizar a Sehnsucht na finitude, tornando-a, talvez, um "infinito desejo pelo finito". (AU)