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O capital financeiro: origens da controvérsia sobre o seu significado

Processo: 14/24896-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Internacional
Pesquisador responsável:Eduardo Barros Mariutti
Beneficiário:Bruno Humberto Alves da Silva
Instituição-sede: Instituto de Economia (IE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Marxismo   Capital financeiro   Imperialismo

Resumo

Desde a publicação de o Capital Financeiro por Rudolf Hilferding, em 1910, a categoria capital financeiro aparece frequentemente na análise de diversos intelectuais e políticos que dialogam com o marxismo. Porém, seu significado nunca foi um consenso dentro dessas análises. Tal fato é reforçado por, na elaboração original, o conceito de capital financeiro aparecer de forma ambígua: ora ele é associado a uma nova forma do capital, um amálgama das características do capital bancário com o capital industrial, ora ele é associado à dominação dos bancos pelas indústrias. Sweezy (1942), associando capital financeiro à dominação dos financistas, entende que a dominação descrita por Hilferding era passageira e, assim, rejeita o conceito de capital financeiro em troca do conceito de capital monopolista. Alguns autores, como Hussain (1974) e Pinto (1994,1997), irão rebater o argumento de Sweezy. O primeiro reforçando a leitura da dominação do capital monetário sobre o industrial, o segundo argumentando a possibilidade de uma leitura de capital financeiro para além da ideia de dominação bancária, utilizando-se da noção de uma nova forma do capital, supramencionada. Este trabalho visa recorrer a análise historiográfica dos capitalismos americano e alemão na virada do século XIX par o século XX numa tentativa de reconstituir o debate acerca do conceito de capital financeiro a partir de sua contribuição original.