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Papel da atividade física na prevenção da hiperplasia prostática e da disfunção vesical em ratos com síndrome metabólica

Processo: 15/02335-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2015
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Alberto Azoubel Antunes
Beneficiário:Fernando Mello Fróes da Fonseca
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Urologia   Atividade física   Hiperplasia prostática   Síndrome metabólica   Diabetes mellitus   Bexiga urinária   Próstata   Obesidade   Ratos Wistar

Resumo

Introdução: A Síndrome Metabólica (SM) tem sido associada a um aumento do risco de desenvolvimento de Sintomas do Trato Urinário Inferior (STUI) e Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) em vários estudos observacionais. O foco na prevenção da SM através de medidas comportamentais, como atividade física, pode potencialmente ter um efeito positivo nos sintomas e na progressão da HPB e da disfunção vesical, entretanto a relação entre esses fatores ainda precisa ser esclarecida. Objetivos: Avaliar experimentalmente o papel da atividade física na prevenção da HPB e da disfunção vesical em ratos com SM; estudar a relação entre a indução de SM e as alterações nos marcadores hormonais, de inflamação e de isquemia no sangue e no tecido prostático; estudar a relação entre a indução de SM e as alterações funcionais na bexiga; estudar a associação entre SM e alterações moleculares na bexiga. Materias e métodos: Estudo experimental randomizado e controlado. Serão utilizados 28 ratos machos do tipo Wistar (200-220 gramas), com 8 semanas de idade. Os animais serão randomizados em 2 grupos de 14 animais e alocados em gaiolas com três a cinco animais cada. No grupo 1 utilizaremos um modelo de atividade física, e no grupo 2 (controle) os animais serão submetidos a uma rotina sedentária. No grupo 1 as cobaias serão submetidas a um programa de atividade física diária segundo protocolo descrito a seguir. Os animais deste grupo serão divididos em dois subgrupos de 7 animais cada: no subgrupo 1A, as cobaias receberão dieta hiperlipídica durante doze semanas, com o intuito de induzir a SM, enquanto que os animais do subgrupo 1B animais serão submetidos a uma dieta padrão. No grupo 2, os animais serão submetidos a uma rotina sedentária durante as mesmas doze semanas. Em analogia ao grupo 1, as cobaias serão divididas nos grupos 2A (dieta para SM), 2B (dieta padrão). As cobaias selecionadas para a rotina de atividade física serão submetidas a sessões de treinamento aquático durante o ciclo escuro, 60 minutos por dia, 5 dias por semana, por um período de 10 semanas. Os animais selecionados para a rotina sedentária permanecerão em gaiolas standard durante todo o período do estudo. No dia 90 do experimento, amostras sanguíneas serão coletadas, com análise por espectrofotometria da glicemia, níveis séricos de insulina, colesterol, triglicerídeos, proteína C reativa, testosterona total e livre, estrogênio, dihidrotestosterona, LH, FSH, IGF-1, além da proteína ligadora do IGF-1 (IGBP-3). A pressão arterial sistólica também será medida nestes períodos através do método tail-cuff. A avaliação do condicionamento físico dos animais será realizada logo após o fim do protocolo de treinamento, através do cálculo da absorção de oxigênio (VO2 máximo) por análise do oxigênio e gás carbônico expirado. No dia 90 do experimento os ratos serão anestesiados com 1,2 g/kg de uretana por via intraperitoneal e submetidos a cistometria. Após o estudo cistométrico, os animais serão submetidos a coleta de sangue e sacrificados por decaptação. Os lobos prostáticos serão separados e preparados para análise histológica e imunohistoquímica de proliferação celular (ki-67, PCNA), apoptose (TUNEL) e inflamação tecidual (TUR2, TUR4, COX, CD4 E CD8), além de análise biomolecular da via proliferativa induzida pelo IGF-1 (expressão gênica e proteica do IGF-1, do receptor de IGF-1, do receptor de insulina, MAPK e AKT), e da isquemia tecidual (VEGF1 e 2, receptores do VEGF 1 e 2, PDGF, receptor do PDGF e MTOR). As bexigas serão submetidas a estudo de expressão proteica por western blotting dos receptores de insulina, TRIB3, AKT, Nos, NO, GMPc, IGF-1 e PKC. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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