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O Programa Minha Casa Minha Vida: da ascensão do crédito ao cotidiano urbano endividado

Processo: 15/06101-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 15 de julho de 2015
Vigência (Término): 14 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Isabel Aparecida Pinto Alvarez
Beneficiário:Bruno Xavier Martins
Supervisor no Exterior: David Harvey
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : City University of New York, New York (CUNY), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:13/22751-8 - O Programa Minha Casa Minha Vida: da ascensão do crédito ao cotidiano urbano endividado, BP.MS
Assunto(s):Habitação popular

Resumo

O propósito do presente trabalho será identificar e analisar, a partir do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) na metrópole de São Paulo, mais especificamente a partir dos conjuntos de edifícios "Alameda Aricanduva SanCarlo" e "Spazio SanJonas" da incorporadora MRV no bairro Cidade Líder, Zona Leste de São Paulo, os ritmos específicos ao cotidiano urbano, decorrentes da situação contraditória que confronta o sujeito entre a aquisição da "casa própria" e a subordinação ao ritmo de pagamento de suas próprias dívidas e de seus encargos, num momento em que a naturalização da dívida surge como necessidade da expansão dos créditos. Assim, o endividamento de longo prazo do Programa, associado a um momento específico da produção do espaço e do capital, enquanto portador de capital fictício, sugeriria uma nova organização da exploração do trabalho no tempo e no espaço, administrada de forma crítica pelo próprio trabalhador/morador em situação de desemprego ou na inconstância da informalidade dos serviços vários. Para isso, a pesquisa buscará compreender as relações estruturais entre a produção do espaço brasileiro e a reprodução crítica do capital, a partir da criação de um estado de emergência - dado pela urgência da crise do setor imobiliário brasileiro desde a abertura do capital das incorporadoras na bolsa de valores entre os anos de 2006 e 2007, da crise mundial de 2008 e da crise habitacional do país -, necessário à implementação do PMCMV. (AU)