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Efeitos de diferentes formulações químicas do ácido peracético sobre a persistência de resíduos na dentina radicular, resistência de união e penetrabilidade dentinária do cimento autocondicionante utilizado para a cimentação de pinos de fibra

Processo: 15/03975-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Endodontia
Pesquisador responsável:Milton Carlos Kuga
Beneficiário:Carolina Pereira Do Nascimento
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Dentina   Adesão   Cimentação   Microscopia eletrônica

Resumo

Avaliar a persistência de resíduos e efeito sobre a adesão do cimento resinoso autocondicionante utilizado para a cimentação de pinos de fibra na dentina após a irrigação do canal radicular com diferentes formulações do ácido peracético a 1%. Sessenta raízes de caninos humanos recém extraídas serão padronizadas com comprimento de 17,0 mmm e os canais radiculares preparados até o instrumento F5 (ProTaper) e irrigados com solução de hipoclorito de sódio a 2,5%. Imediatamente após a irrigação final com EDTA a 17% e novamente hipoclorito de sódio a 2,5%, os canais radiculares serão obturados com guta percha F5 e cimento contendo resina epóxi (AH Plus), pela técnica do cone único. Após 7 dias, os canais radiculares serão desobturados e preparados para a utilização de pino de fibra de vidro, com a broca #2 (FGM, Joinvile, SC, BR), na extensão de 11,0 mm de cervical para apical radicular. Concluído o preparo, as raízes serão distribuídas aleatoriamente em 4 grupos (n = 15, cada grupo), de acordo com o protocolo de irrigação final do espaço do canal radicular preparado: G1 - água destilada (controle negativo); G2 - hipoclorito de sódio a 2,5% (controle positivo); G3 - solução de ácido peracético a 1% com alta concentração de peróxido (Peresal; Profilática, Curitiba, PR, Brasil) e G4 - solução de ácido peracético a 1% com baixa concentração de peróxido (Sigma Chemical Co., St. Louis, MO, EUA). Em todos os grupos será realizada a irrigação com 5 mL da solução avaliada e mantida no interior do canal por 3 min. Concluído o protocolo de irrigação final, os canais radiculares serão aspirados e secos com ponta de papel absorvente F5. Após a limpeza da superfície dos pinos de fibra (White Post DC; FGM, Joinvile, SC, Brasil) com solução de álcool a 70%, o cimento autocondicionante (RelyX U200; 3M, St. Paul, USA), acrescido com Rhodamina B na proporção de 0,01% (em massa) será introduzido no espaço preparado no canal radicular e imediatamente após a inserção do pino de fibra no local, o conjunto será fotoativado por 40 s, diretamente sobre a superfície cervical da raiz. Quarenta e oito horas após, as raízes serão seccionadas transversalmente, obtendo secções de 2,0 mm de espessura, a partir de 1,0 mm (cervical), 5,0 mm (médio) e 8,0 mm (apical) da face cervical radicular. Os espécimes serão submetidos ao teste de push-out, com célula de carga de 5 KN, adaptada em máquina de ensaio eletromecânica, com velocidade de 0,5mm/min. Após a conclusão do teste de push-out, a penetrabilidade do cimento na dentina será avaliada em microscopia confocal a laser, com aumento de 100 X. As imagens obtidas serão analisadas com o software Image J, após a devida calibração do programa. Para tanto, será mensurado o perímetro total do canal e o perímetro da dentina com a penetração do cimento nos túbulos dentinários, obtendo-se o percencetual de penetração dentinária. Na sequência, os espécimes serão analisados individualmente na microscopia eletrônica de varredura (500X) para avaliar o padrão de fratura ocorrido, classificando-os em adesiva, coesiva ou mista. Os resultados obtidos no teste de push-out serão transformados em MPa e analisados através do teste para averiguação de normalidade de Shapiro-Wilk e, havendo distribuição normal avaliados através de ANOVA, em cada um dos terços radiculares avaliados. Para avaliação da penetrabilidade será utilizado o teste de Kruskal Wallis (p=0,05). Em seguida, quarenta caninos humano recém extraídos serão submetidos a idênticos procedimentos de preparo do canal radicular e protocolo de irrigação para o a colocação do pino de fibra de vidro. Após a irrigação de cada um dos 4 grupos analisados, as raízes serão clivadas e preparadas para análise em microscopia eletrônica de varredura. As imagens serão obtidas do terço médio do espaço preparado, com magnitude de 500X e 1000X, e atribuídos respectivamente escores à presença de "debris" e "smear layer". Os dados obtidos serão avaliados através do teste de Kruskal-Wallis (p=0,05)