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Globalização do agronegócio e uso do território: As estratégias do Grupo El Tejar no território brasileiro

Processo: 14/20502-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2015
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Fabrício Gallo
Beneficiário:Felipe Berenschot Pereira
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Agronegócio   Uso do território   Financeirização   Geografia econômica

Resumo

Desde a década de 2000, transformações no contexto alimentar, energético e financeiro mundial deram um novo impulso à demanda por commodities agrícolas. O crescimento econômico de alguns países asiáticos - em particular, a China -, a busca por novas fontes energéticas como os biocombustíveis e o crescente interesse de investidores financeiros na valorização de terras estão entre os principais eventos responsáveis por essas transformações. Neste contexto, destacam-se as estratégias e as parcerias realizadas por algumas empresas argentinas para a ampliação de sua escala e escopo de atuação, tanto no seu país de origem quanto em outros países sulamericanos, como o caso brasileiro. Dentre suas estratégias ressaltam-se as diversas formas de controle da terra, a relação com capitais financeiros e o gerenciamento de riscos, assim como a inovação tecnológica permanente e a valorização do conhecimento científico como fator produtivo. Dessa forma, esta pesquisa tem como objetivo principal analisar as estratégias de uso do território brasileiro pela empresa argentina El Tejar. Na tentativa de apreender e qualificar suas estratégias, a pesquisa comporta a abordagem de três aspectos principais: a) as alianças entre a El Tejar e o capital financeiro privado internacional, em particular, com as empresas de private equity e os fundos mútuos; b) a compra e arrendamento de terras em diferentes regiões e países como estratégia de acumulação e gerenciamento de risco e os vínculos e parcerias com produtores locais brasileiros; c) as formas de adaptação às especificidades político-normativas e territoriais brasileiras.