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O gênio como puro sujeito do conhecimento em Schopenhauer

Processo: 14/27074-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia
Pesquisador responsável:Ana Carolina Soliva Soria
Beneficiário:Nilton José Sávio
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Gênio   Artes   Arthur Schopenhauer

Resumo

A presente pesquisa tem por escopo a análise do conceito de gênio na filosofia de Arthur Schopenhauer, ao pensar o que fundamenta a identificação entre este conceito e o puro sujeito do conhecimento. Segundo o filósofo, para além do fenômeno, existe a possibilidade do conhecimento das Ideias, enquanto graus de objetivação da Vontade, que consiste na superação do princípio de razão suficiente (espaço, tempo e causalidade). O indivíduo torna-se puro sujeito do conhecimento, na medida em que consegue vencer o interesse pelos objetos da Vontade, sem ficar condicionado às conexões que o entendimento realiza de todo efeito em referência a uma causa. A saída desse condicionamento é a superação do princípio de razão suficiente, de suas formas, visto que a causalidade depende necessariamente do espaço e do tempo. Em Schopenhauer a arte tem por objeto as Ideias, aquela por sua vez é obra do gênio, sendo este o puro sujeito do conhecimento, capaz de ultrapassar o princípio de razão, podendo acessar as Ideias. A contemplação é traduzida na obra de arte, acessível a todos os indivíduos, que têm, em menor grau, a capacidade de conhecer o objeto das contemplações, desse modo, ele figura como um medium (mediador) entre as Ideias e os indivíduos.