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Determinação do proteoma de Rickettsia rickettsii, agente etiológico da Febre Maculosa Brasileira

Processo: 14/05855-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Entomologia e Malacologia de Parasitos e Vetores
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Andréa Cristina Fogaça
Beneficiário:Larissa Almeida Martins
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26450-2 - Caracterização molecular das interações entre carrapatos, riquétsias e hospedeiros vertebrados, AP.TEM
Assunto(s):Proteoma   Virulência   Carrapatos   Rickettsia rickettsii   Interações hospedeiro-patógeno

Resumo

A Febre Maculosa das Montanhas Rochosas, conhecida no Brasil como Febre Maculosa Brasileira (FMB), é a mais grave riquetsiose que acomete o homem. A FMB é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, uma alpha-proteobactéria intracelular obrigatória transmitida ao homem pela picada de diferentes espécies de carrapatos. As taxas de letalidade da doença são altas, podendo ultrapassar os 40% no Brasil. Apesar da severidade e das altas taxas de letalidade, ainda hoje a profilaxia baseia-se exclusivamente na prática de se evitar o contato com os carrapatos vetores. Além de apresentar patogenicidade para o hospedeiro vertebrado, R. rickettsii também exerce um efeito deletério sobre seus vetores, uma vez que menores taxas reprodutivas e de sobrevivência são observadas em carrapatos infectados. Também já foi descrito que essa bactéria encontra-se em um estado avirulento no carrapato vetor, necessitando da exposição a temperaturas próximas a do hospedeiro vertebrado ou aos fatores da alimentação sanguínea para reativar seu fenótipo virulento. Para esclarecer os mecanismos moleculares envolvidos na reativação da virulência de R. rickettsii, nosso grupo de pesquisa determinou os efeitos da elevação da temperatura e da alimentação sanguínea sobre o perfil transcricional de R. rickettsii infectando intestino ou glândulas salivares de carrapatos. A alimentação sanguínea modulou expressão de fatores de virulência de R. rickettsii principalmente no intestino, incluindo componentes do Sistema de Secreção do Tipo IV (T4SS), enquanto a elevação da temperatura ocasionou maiores alterações na expressão gênica nas glândulas salivares. Como o intestino é um órgão importante para a aquisição da bactéria pelo vetor e as glândulas salivares pela transmissão para o hospedeiro vertebrado, os resultados sugerem que proteínas diferentes estejam envolvidas na colonização do vetor e do hospedeiro vertebrado. Dessa maneira, os objetivos desse projeto de pesquisa são: (I) identificar o conjunto de proteínas de R. rickettsii produzidas durante a infecção de células de carrapatos (linhagem AAE2) e de células endoteliais humanas (HMVECnd) por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas in tandem (LC-MS/MS); (II) analisar in silico as proteínas identificadas por LC-MS/MS para a predição das potencialmente secretadas para a célula hospedeira; (III) determinar a cinética de transcrição de cerca de 10 proteínas diferencialmente expressas em células AAE2 e HMVECnd e em tecidos do carrapato vetor por RT-qPCR. Também avaliar a presença dos transcritos em biópsias de pele do hospedeiro vertebrado; (IV) determinar a localização de três proteínas secretadas por R. rickettsii na célula hospedeira; (V) e avaliar os efeitos destas três proteínas sobre a viabilidade das células hospedeiras. Os dados gerados poderão auxiliar a elucidação dos mecanismos de virulência dessa bactéria para seus vetores e hospedeiros, bem como poderão revelar possíveis alvos para o desenvolvimento de vacinas. (AU)