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Homens no lar: forma de vida do ator "homem dono de casa" em diferentes linguagens

Processo: 15/06213-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Edna Maria Fernandes dos Santos Nascimento
Beneficiário:Raíssa Medici de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/19788-5 - Práxis enunciativa e emergência de uma nova forma de vida: um estudo em torno da constituição do ator homem "dono de casa" em textos da cultura brasileira, BE.EP.DR
Assunto(s):Cultura brasileira   Semiótica das culturas

Resumo

Notadamente propagada pela mídia estrangeira, a figurativização da forma de vida do ator "homem do lar" começa a ser pensada no Brasil, seja na esfera jornalística, na publicitária ou na artístico-literária, ora de maneia tímida e conservadora, ora de maneira mais libertária. Nesse sentido, amparados em conceitos-chave da semiótica greimasiana e nos estudos sociossemióticos que investigam as interações sociais e a formação das coletividades humanas, nosso objetivo é analisar textos-enunciados nos quais esse ator é configurado. Justificando o projeto, o questionamento acerca da delimitação (cultural) de espaços segundo os gêneros: se a mulher conquistou o espaço antes definido como exclusivamente masculino (o espaço público), por que o homem não poderia querer conquistar o espaço então definido como exclusivamente feminino (o espaço doméstico)? Como é que a mídia e/ou a literatura abordaria(m) essa possível "nova realidade familiar"? Haveria espaço para a configuração dessa forma de vida na cultura brasileira? Diante dessas questões, colocamo-nos a tarefa de analisar entrevistas, publicidades, crônicas literárias, livros de autoajuda - um material certamente profícuo neste momento em que a teoria semiótica passa a explorar universos discursivos mais amplos, aplicando-se à mídia e a outros fenômenos socioculturais ligados à comunicação social (PORTELA, 2008, p. 95). Além disso, nosso corpus nos coloca em contato com um belo gesto (GREIMAS, 1993, p. 33-34), ou seja, a proposição de uma nova ética individual, um universo de valores aberto sobre múltiplas oportunidades ainda indeterminadas, abrindo caminhos para o estudo da modelagem das identidades coletivas e permitindo-nos dar nossa contribuição ao desenvolvimento da semiótica das culturas. (AU)