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Análise da variabilidade do gene cytB na região genômica associada a resistência aos fungicidas QoI em patógenos da uva Niágara (Vitis labrusca)

Processo: 14/19711-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Claudia Barros Monteiro Vitorello
Beneficiário:Nathália de Moraes
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/24003-9 - Epidemiologia, avaliação de danos e controle de doenças da videira, AP.TEM
Assunto(s):Variação genética   Citocromos b   Mutação   Fungicidas   Uva   Vitis labrusca   Resistência microbiana a medicamentos

Resumo

A uva é uma das plantas mais antigas cultivadas pela humanidade, sendo que no Brasil a sua produção fica em terceiro lugar se contabilizados os lucros com a sua venda, atrás apenas da banana e da laranja. Apesar de permitir que pequenas propriedades rurais se mantenham graças ao seu plantio, a uva é susceptível a várias doenças que comprometem até 30% do orçamento dos produtores rurais, com produtos para o controle das doenças. No estado de São Paulo dentre as doenças, três causadas por quatro organismos distintos têm destaque: a antracnose (causada pelo Sphaceloma ampelinum e pelo Colletotrichum sp), o míldio da videira (causado pelo Plasmopara viticola) e a ferrugem (causada por Phakopsora euvitis). Os produtores utilizam controle químico de forma intensa e preventiva, chegando a 100 aplicações de fungicidas por ciclo. Os principais fungicidas utilizados são os inibidores da quinona (QoI) que agem impedindo o transporte de elétrons do citocromo b ao citocromo c1, na cadeia respiratória. Porém, existem relatos em outros países, como a França, de casos de indivíduos resistentes após a aplicação do fungicida no campo. A mutação no gene que leva à substituição de um aminoácido na sequência da proteína citocromo b impede que o fungicida se ligue a seu sítio alvo. A sequência do gene que codifica o citocromo b (cytB) possui regiões (chamadas hotspots) que sabidamente abrigam possíveis mutações relacionadas a resistência dos indivíduos ao fungicida. Além da identificação dessas mutações verificou-se que a presença de um íntron na sequência do gene pode ter influência no estabelecimento e localização dessas mutações. O fenômeno de resistência desses patógenos da uva aos fungicidas nunca foi relatado no Brasil, embora a falta de estudos não implique que esse problema de fato não ocorra. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é isolar, sequenciar e caracterizar o gene cytB, bem como a região hotspot, nos vários isolados dos organismos citados obtidos de diferentes localizações do estado de São Paulo. Serão feitos testes de sensibilidade aos fungicidas do tipo QoI relacionando esse resultado com o obtido pelo sequenciamento das regiões para mutação. Também será estudada a variabilidade dessa região entre os isolados obtidos. Dessa forma será possível caracterizar a estrutura do gene cytB e também encontrar possíveis mutações relacionadas a resistência nos isolados brasileiros do estado de São Paulo, possibilitando, posteriormente, que outros trabalhos estabeleçam planos de manejo da doença de forma adequada com suporte nos resultados aqui obtidos. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MORAES, Nathália de. Avaliação de uma região hotspot do gene citocromo b para resistência aos fungicidas inibidores da quinona oxidase (QoI) em patógenos de uva Niágara Rosada. 2016. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALA/BC) Piracicaba.

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