Busca avançada
Ano de início
Entree

Caracterização geoquímica, isotópica e geocronológica dos diques toleíticos da costa do Sudeste do Brasil: implicações geodinâmicas

Processo: 14/22948-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 22 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Leila Soares Marques
Beneficiário:Karine Zuccolan Carvas
Instituição-sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):15/23624-5 - Estágio no Laboratório de Geocronologia de argônio da escola de Ciências da Terra da Universidade de Queensland (UQ-AGES - Austrália) - datação 40Ar/39Ar de diques toleíticos de Cabo Frio-Búzios, BE.EP.MS
Assunto(s):Geoquímica isotópica   Geocronologia   Diques   Enxame de diques   Paleomagnetismo   Serra do Mar (SP)   Magmatismo

Resumo

Os processos geodinâmicos relacionados à origem de grandes províncias basálticas ainda não são satisfatoriamente compreendidos, e são fundamentais para o entendimento de processos tectônicos de abertura de oceanos, como o Atlântico-Sul. Nesse cenário, a porção meridional do Brasil é de grande relevância, apresentando um dos maiores eventos magmáticos do mundo: a Província Magmática do Paraná (PMP). Ela consiste em mais de 600.000 km3 de lavas e grande atividade intrusiva, que compreende sills e três enxames de diques principais: Ponta Grossa, Florianópolis e Serra do Mar. Nesse contexto, o Enxame da Serra do Mar (ESM) apresenta algumas peculiaridades que necessitam maior investigação, já que estudos anteriores têm indicado que seu magmatismo toleítico pode ter se estendido desde o Jurássico até o Paleógeno, que pode estar associado a uma significativa variabilidade composicional. Os diques toleíticos do ESM são predominantemente de natureza básica e possuem altos conteúdos de titânio (ATi; TiO2 > 2%), sendo geralmente semelhantes aos derrames ATi da PMP, embora diques que não possuem equivalente vulcânico na província sejam também encontrados. Datações 40Ar-39Ar indicaram que essas intrusões ocorreram principalmente entre 133 e 130 Ma, sendo também registradas idades entre 125 e 120 Ma. Entretanto, datações K-Ar indicaram ocorrências mais antigas (193-144 Ma), as quais são corroboradas por dados paleomagnéticos. O ESM contém também diques com baixos teores de titânio (BTi; TiO2 < 2%) na região serrana do Rio de Janeiro e na costa ao longo de Cabo Frio-Búzios. Com relação aos diques costeiros não há consenso sobre a idade das intrusões, devido a perturbações nos espectros das datações Ar-Ar, sendo registradas idades em torno de 133-138 Ma, como também bem mais recentes, em torno de 55 Ma. Estas últimas são corroboradas por dados paleomagnéticos recentes, que sugerem ainda a existência de um grupo que teria idades em torno de 100 Ma.O projeto tem como objetivo o estudo geoquímico, isotópico e geocronológico (Ar-Ar) de amostras representativas dos diques toleíticos do ESM, separando possíveis agrupamentos de idade e tentando correlacioná-los com assinaturas geoquímicas e isotópicas características. A seleção de amostras estudo será baseada em informações paleomagnéticas, para a melhor identificação dos episódios de intrusão, de modo a investigar se: a) o início do magmatismo se deu durante o Jurássico; b) a colocação dos diques BTi da costa entre Cabo Frio-Búzios ocorreu em três pulsos distintos (133, 100 e 55 Ma); c) se os pulsos magmáticos estão associados a características geoquímicas e isotópicas (Sr-Nd-Pb) particulares. As datações 40Ar/39Ar serão realizadas pela própria aluna (via solicitação de bolsa BEP-FAPESP) no Laboratório de Geocronologia de Argônio de Ciências da Terra da Universidade de Queensland, na Austrália (UQ-AGES), em colaboração com o Prof. Paulo Vasconcelos. (AU)