Busca avançada
Ano de início
Entree

Uso de microRNAs placentários como biomarcadores de placentite

Processo: 15/00049-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Claudia Barbosa Fernandes
Beneficiário:Claudia Barbosa Fernandes
Anfitrião: Barry Allen Ball
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: University of Kentucky (UK), Estados Unidos  
Assunto(s):Prenhez   Equinos   Streptococcus equi

Resumo

Placentite é uma causa comum de abortamento no período final de gestação em éguas e representa uma ameaça significativa para a viabilidade fetal e neonatal. Vários agentes bacterianos são comumente associados com a ocorrência de placentite, com a predominância do Streptococcus equi subspécie zooepidemicus. Os estreptococos geralmente chegam ao útero através da cérvix por meio de uma infecção vaginal ascendente. A placentite normalmente inicia-se com uma inflamação na estrela cervical que migra cranialmente, culminando em infecção fetal, liberação de prostaglandina e abortamento. A detecção precoce e o diagnóstico preciso de placentite, são essenciais para um tratamento eficaz. Atualmente a avaliação ultrassonográfica da placenta, é frequentemente usada para este diagnóstico, mas processos iniciais e casos subclínicos de placentite são muitas vezes perdidos. Além disso, a detecção ultrassonográfica de placentite está propensa a diagnósticos falso positivos, resultando em terapia desnecessária. Devido ao número dos casos de placentite não diagnosticada, tornou-se cada vez mais comum tratar rotineiramente todas as éguas prenhes com antibióticos por 5-7 dias a cada mês durante o último trimestre de gestação. Esta prática tem criado o risco de desenvolvimento de resistência bacteriana generalizada contra antibióticos e o desenvolvimento de "super-bugs", apesar da falta de evidências de resultados positivos com esta prescrição. Desta forma, ferramentas adicionais de diagnóstico são extremamente necessárias para identificar com precisão os casos de placentite, antes de alterações na integridade placentária visíveis em exames ultrassonográficos. Marcadores endócrinos na circulação periférica, como progestágenos, estrógenos e relaxina têm sido sugeridos como indicadores de placentite. Os valores destes marcadores, no entanto, são conflitantes e nenhum dos parâmetros é atualmente utilizado na rotina clínica. Assim, propomos investigar novos marcadores de microRNAs para placentite e desenvolver um painel de diagnóstico para detectar casos subclínicos iniciais. Os microRNAs são pequenas (cerca de 22 nucleotídeos), RNAs não codificantes que funcionam no silenciamento de RNA e regulação da expressão gênica, e estão presentes no sangue e persistem por períodos muito mais longos do que o RNA mensageiro. No presente estudo, iremos avaliar os microRNAs produzidos pela placenta e presentes no sangue de éguas prenhes. Estudos preliminares do grupo de pesquisa identificaram alguns microRNAs candidatos no sangue de éguas, e que podem ser úteis como um meio para avaliar a placenta. O presente estudo será dividido em duas fases para examinar estes biomarcadores mais detalhadamente. Em uma primeira fase, vamos examinar a expressão de todos os RNAs na placenta de éguas prenhez aos quatro, sete e dez meses de gestação, por meio de tecnologia de sequenciamento de RNA de alta performance. A expressão de microRNAs que se demonstrar abundante na placenta também será examinada no sangue periférico destas éguas gestantes. Em uma segunda fase, examinaremos alterações nesses microRNAs alvo em amostras de sangue de éguas com placentite induzida experimentalmente em comparação com éguas controle pareadas por idade. Também examinaremos a expressão destes microRNAs alvo em amostras de sangue colhidas a partir de um grande estudo de campo (n = 750 éguas). Neste estudo, amostras de sangue serão colhidas semanalmente em éguas no final da gestação e resultados (placentite vs. parto normal) serão registrados. Este conjunto de amostras nos permitirá examinar as alterações na expressão de microRNAs em éguas com placentite ocorrendo espontaneamente, em comparação com éguas controle pareadas com prenhezes normais. Esta abordagem irá fornecer novas informações a respeito de expressão específica de microRNAs na prenhez de éguas e a aplicação desses biomarcadores como indicativos de viabilidade placentária e gestacional. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FERNANDES, C. B.; BALL, B. A.; LOUX, S. C.; BOAKARI, Y. L.; SCOGGIN, K. E.; EL-SHEIKH ALI, H.; COGLIATI, B.; ESTELLER-VICO, A. Uterine cervix as a fundamental part of the pathogenesis of pregnancy loss associated with ascending placentitis in mares. Theriogenology, v. 145, p. 167-175, MAR 15 2020. Citações Web of Science: 1.
FERNANDES, CLAUDIA B.; LOUX, SHAVAHN C.; SCOGGIN, KIRSTEN E.; SQUIRES, EDWARD L.; TROEDSSON, MATS H.; ESTELLER-VICO, ALEJANDRO; BALL, BARRY A. Sex-steroid receptors, prostaglandin E2 receptors, and cyclooxygenase in the equine cervix during estrus, diestrus and pregnancy: Gene expression and cellular localization. Animal Reproduction Science, v. 187, p. 141-151, DEC 2017. Citações Web of Science: 2.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.