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Investigação da participação da dessensibilização de receptores no antagonismo das Natterinas

Processo: 15/04641-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Monica Valdyrce dos Anjos Lopes Ferreira
Beneficiário:Keylla Ramos Domingues
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Dessensibilização   Inflamação crônica   Thalassophryne nattereri

Resumo

Estudos desenvolvidos anteriormente pelo nosso grupo mostraram que o veneno do peixe peçonhento Thalassophryne nattereri (Niquim) desenvolve uma resposta inflamatória celular inadequada caracterizada por um número reduzido de leucócitos no local da lesão. A partir de uma combinação de abordagens proteômicas e transcriptômicas a composição do veneno de T. nattereri foi estudada e as proteínas majoritárias presentes no veneno deste peixe foram identificadas. As Natterinas, como foram nomeadas, são capazes de induzir edema e nocicepção, além de apresentarem ação proteásica ao clivarem o cininogênio humano e peptídeos sintéticos derivados de cininogênio liberando Lys-BK e calidina. Recentemente demonstramos que as Natterinas são as responsáveis pela inibição do recrutamento de leucócitos observado no envenenamento, justamente porque elas reduzem o rolamento e a migração de leucócitos na inflamação induzida pelo LPS e a quimiocina KC. Esta inibição é dependente da via de sinalização TLR/MyD88/PI3K e apresenta a participação de proteínas da família serina/treonina fosfatases, contribuindo de forma significativa na sobrevida de animais induzidos ao choque endotóxico por LPS. O objetivo deste trabalho é entender de que maneira as Natterinas agem para inibir o rolamento e a migração de leucócitos. A elucidação dos mecanismos de ação das toxinas majoritárias (Natterinas) presentes no veneno possibilitará o entendimento do deficiente processo inflamatório visto no envenenamento, propondo intervenções terapêuticas mais eficientes.

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