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Qualidade da alimentação e condição nutricional em lactentes nascidos com baixo peso

Processo: 15/03392-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2015
Vigência (Término): 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Maria Wany Louzada Strufaldi
Beneficiário:Diego Pucharelli Resuto
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Desenvolvimento infantil   Crescimento e desenvolvimento   Recém-nascido de muito baixo peso   Aleitamento materno   Lactação   Suplementação alimentar   Avaliação nutricional

Resumo

A prevalência de baixo peso ao nascer (BPN) é utilizada como indicador de saúde pública e está relacionada de forma direta com a morbidade infantil e mortalidade neonatal precoce; é também, fator de risco para inadequação do crescimento pondero-estatural, prejuízo do desenvolvimento neuropsicomotor e maior risco para doenças crônicas não transmissíveis no futuro, como hipertensão arterial sistêmica, obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares. A associação entre BPN e a predisposição para doenças crônicas no adulto, envolve não somente a adequação do peso ao nascer, como também o curso do crescimento pós-natal que contribuiria para o desenvolvimento de alterações metabólicas já durante a infância/adolescência. As crianças com BPN que apresentam excessivo ganho ponderal nos primeiros anos de vida tem uma chance maior de desenvolver obesidade, hipertensão arterial, diabetes e doença cardiovascular na vida adulta. O tipo de alimentação é um dos principais fatores que define o padrão de crescimento dos lactentes nos primeiros meses de vida. A adesão às recomendações vigentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Ministério da Saúde (MS) (aleitamento materno exclusivo por seis meses, com outros alimentos até dois anos ou mais e a introdução da alimentação complementar a partir dos seis meses de vida com uso de todos os grupos de alimentos), relaciona-se com redução do risco de desnutrição, excesso de peso e carência de micronutrientes em curto prazo, assim como a prevenção de doenças crônicas a longo prazo. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS,2006) a mediana do tempo de aleitamento materno exclusivo e total no Brasil é de dois e nove meses, respectivamente; observou-se também uma tendência, em todas as regiões e níveis socioeconômicos, à introdução precoce de alimentação complementar, com alimentos ricos em gordura, sal, carboidratos simples e pobre em micronutrientes. Em lactentes com BPN a situação parece mais grave. Os poucos estudos sobre o tema mostram que nestas crianças, as taxas de aleitamento materno (exclusivo e total) são menores e a introdução de alimentos sólidos acontece de forma mais precoce. As repercussões tardias dessas inadequações ainda não são completamente conhecidas. Durante a vigilância do crescimento/desenvolvimento (puericultura) de lactentes com BPN, algumas particularidades se fazem presentes. São crianças que podem ter internação por período prolongado, frequentemente apresentam complicações relacionadas ao baixo peso e/ou prematuridade (icterícia, infecção, insuficiência respiratória) e têm menor chance de serem amamentadas. No momento da alta para o domicílio, os familiares dessas crianças, por vezes, se sentem inseguros e ansiosos, sem saber como a criança irá crescer e se desenvolver. Especificamente em relação ao ganho de peso e altura há, geralmente, a tentativa de compensar, recuperar rapidamente o que foi perdido, o que aumenta o risco para a introdução precoce e inadequada de determinados alimentos. Além disso, várias crianças saem da Unidade Neonatal já em aleitamento misto ou artificial, em função de complicações neonatais, não estímulo da equipe e desconhecimento da família dos benefícios da amamentação para esse grupo. O objetivo desse estudo é descrever a condição nutricional e a qualidade da alimentação de lactentes nascidos com baixo peso, entre 6 a 24 meses de idade, em acompanhamento no Ambulatório de Baixo Peso ao Nascer do Hospital São Paulo; descrever a frequência e tempo de aleitamento materno exclusivo, idade de início de alimentação complementar e suplementação vitamínica; avaliar possíveis associações entre a condição nutricional e a qualidade da alimentação e comparar o estado nutricional e a qualidade da alimentação dos lactentes com BPN, com crianças nascidas com peso adequado em acompanhamento em Ambulatório Didático da Disciplina de Pediatria Geral Unifesp-EPM. (AU)