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Papel da imunidade inata na doença renal crônica que se segue à recuperação da nefropatia induzida pela inibição temporária do óxido nítrico associada a uma sobrecarga salina

Processo: 15/08253-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2015
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Roberto Zatz
Beneficiário:Karin Carneiro de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/10926-5 - Patogênese e terapêutica da doença renal crônica: papel da imunidade inata na lesão de glomérulos, túbulos e interstício, AP.TEM
Assunto(s):Nefrologia   Nefropatias   Insuficiência renal crônica   Hipertensão   Imunidade inata   Óxido nítrico

Resumo

É conhecido atualmente que a Doença Renal Crônica (DRC) afeta cerca de 10% da população mundial. No entanto, a compreensão dos mecanismos de lesão renal crônica, bem como o seu impedimento, continuam distantes. No entanto, sabe-se que existe a participação de fatores mecânicos, como a hipertensão e hipertrofia glomerular, e de uma série de eventos inflamatórios na perda progressiva da função renal. Em 1992 nosso laboratório publicou um novo modelo de hipertensão arterial através da administração crônica de um inibidor da produção de óxido nítrico, o N-L-Nitroarginina Metiléster (LNAME). Mais tarde, mostramos que a associação de uma ingestão excessiva de sódio a esse tratamento não só agravava a hipertensão como provocava o aparecimento de uma proteinúria maciça e o desenvolvimento de lesões glomerulares e intersticiais graves. Também foi observado que após a cessação do tratamento com L-NAME e sobrecarga salina, ocorria regressão da proteinúria, da hipertensão arterial e da maior parte das lesões renais. No entanto, o retorno à normalidade nunca era completo: a proteinúria voltava a se elevar, assim como a pressão arterial. Ao final de 6 meses, a proteinúria havia novamente atingido níveis elevados, a pressão arterial estava novamente aumentada e um nítido processo de glomerulosclerose e, principalmente, de fibrose intersticial, se havia estabelecido. À luz dos conhecimentos acumulados desde então, formulamos agora a hipótese de que essas anomalias resultaram da ativação persistente de um ou mais componentes da imunidade inata nas células glomerulares e/ou tubulares, levando ao desenvolvimento de eventos inflamatórios que provocaram lesão celular adicional e perpetuaram o processo. Como estratégia experimental, ratos submetidos a tratamento de curto prazo com L-NAME e sobrecarga salina serão acompanhados durante vários meses, com mensuração, em tempos determinados, de uma série de parâmetros estruturais e funcionais. Serão examinados os elementos inflamatórios e componentes da imunidade inata presentes nesse processo. Para tanto, investigaremos a infiltração por macrófagos, a translocação nuclear do sistema NF-kappaB, além daexpressão gênica e conteúdo renal dos próprios TLR4 e IL-1beta, as do NLRP3 e da caspase-1. Analisaremos também o tecido renal por meio da técnica do PCR-array, a fim de identificar outros compostos que possam estar envolvidos nos mecanismos de lesão renal associados a esse modelo experimental. (AU)