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A Academia Brasileira de Ciências como recurso para a construção do campo científico brasileiro

Processo: 15/04905-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 03 de agosto de 2015
Vigência (Término): 02 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Ana Paula Belem Hey
Beneficiário:Ana Paula Belem Hey
Anfitrião: Anthony Wynne Pereira
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : King's College London, Inglaterra  

Resumo

O projeto visa analisar a trajetória acadêmica e profissional dos cientistas reunidos em torno da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Tal associação, criada em 1916 no Rio de Janeiro, caracteriza-se como uma instância de consagração de cientistas de diferentes campos de conhecimento, correspondendo à lógica do reconhecimento dos pares no agrupamento de perfis científicos e na reprodução dos membros titulares (vitalícios). Objetiva, igualmente, a exploração analítica referente ao capital científico e simbólico de aproximadamente 700 acadêmicos que hoje a integram, representando as áreas de Ciências Matemáticas, Físicas, Químicas, da Terra, Biológicas, Biomédicas, da Saúde, Agrárias, da Engenharia e Sociais. A partir da sistematização de dados empíricos previamente coletados, o escopo central repousa no esquadrinhamento do campo científico brasileiro em sua estrutura atual, pautando-se no escrutínio dos indicadores de formação acadêmica e profissional daqueles que configuram a elite científica do país. Visa perscrutar em que medida os cientistas que compõem a ABC podem servir de recurso analítico para a construção do campo científico no país, demonstrando contenciosos contemporâneos em torno da hierarquização e consagração das diferentes disciplinas científicas e aos embates da ciência em relação a outros espaços sociais. Ao mesmo tempo, procura fornecer elementos ao constructo de elites científicas, contribuindo nessa perspectiva para análises de poder, prestígio e distinção correlacionadas ao espaço social da ciência.